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Advogados do homem acusado de matar Charlie Kirk tentam semear dúvidas sobre provas de ADN

A audiência prévia, que durou uma semana, terminou na sexta-feira, mas a decisão sobre julgamento só será tomada depois de dia 1 de setembro.

Os advogados do homem acusado de matar o ativista conservador Charlie Kirk tentaram levantar dúvidas sobre as evidências de AND que as autoridades norte-americanas defendem que ligam Tyler Robinson à suposta arma do crime.  

Tyler Robinson, suspeito de assassinar Charlie Kirk
Tyler Robinson, suspeito de assassinar Charlie Kirk Rick Egan/The Salt Lake Tribune via AP, Pool, File

Um juiz da cidade de Utah está a avaliar se os procuradores têm provas suficientes para levar Robinson a julgamento por homicídio qualificado e um dos advogados do suspeito, Michael Burt, questionou repetidamente a confiabilidade dos testes de ADN citados pelos procuradores durante a audiência prévia desta semana.  

Esta sexta-feira Michael Burt pediu o depoimento de um analista de ADN do governo para destacar as limitações que os testes apresentados pelos procuradores têm. O especialista observou que as políticas governamentais não permitem aos analistas afirmarem que as evidências de ADN são “infalíveis” ou que têm uma “taxa de erro zero”, além disso referiu que também é possível que o ADN seja transportado por terceiros. 

Antes do depoimento o procurador adjunto do Condado de Utah, Chad Grunander, questionou a relevância de ter o especialista como testemunha e sugeriu que a procuradoria já tinha apresentado as provas necessárias para levar o caso a julgamento. “Vossa Excelência ouviu quatro dias de depoimentos. As evidências são esmagadoras, são devastadoras”, referiu Grunander. Vários especialistas norte-americanos defendem que os testes de ADN são sólidos.   

Charlie Kirk, de 31 anos, foi morto enquanto discursava perante uma multidão de milhares de pessoas na Universidade de Utah Valley, a 10 de setembro de 2025. Tyler Robinson, o único suspeito, não se declarou culpado em tribunal, mas entregou-se um dia depois do assassinato à polícia.  

A audiência prévia, que durou uma semana, terminou na sexta-feira, mas a decisão sobre julgamento só será tomada depois de dia 1 de setembro.  

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