A disputa entre Israel e Palestina por Jerusalém em 4 pontos

A disputa entre Israel e Palestina por Jerusalém em 4 pontos
Alexandre R. Malhado 06 de dezembro de 2017

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reverteu 70 anos de tradição política e, acima de tudo, abalou a comunidade internacional e as relações israelo-palestinianas. Compreenda a disputa histórica.

Ao mudar a embaixada norte-americana em Israel de Tel Aviv para Jerusalém, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reverteu 70 anos de tradição política e, acima de tudo, abalou a comunidade internacional e as relações israelo-palestinianas. Esta fricção por Jerusalém é o resultado de um conflito histórico de dois povos de credos diferentes.

1. A cidade, partilhada entre palestinianos e israelitas, é sagrada para cristãos, judeus e muçulmanos. Enquanto Israel considera Jerusalém a sua "eterna e reunificada" capital, os palestinianos defendem que Jerusalém-leste deve ser a capital do Estado palestiniano ao qual aspiram, num dos principais diferendos que opõem as duas partes em conflito.

Para muçulmanos, o profeta Maomé terá ascendido aos céus em Jerusalém. A leste da cidade, há a sagrada mesquita de Al-Aqsa, no Monte do Templo, um dos principais locais de culto islâmicos. Para os judeus, Jerusalém é o berço do judaísmo, sendo também o lugar do famoso Muro das Lamentações. Para cristãos, é a cidade da onde viveu e morreu Jesus, tendo milhares de cristãos a fazer a via sacra - a caminhada que Jesus fez, carregando a cruz, até à sua morte.

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