Jihadistas ameaçam ataques em Jerusalém

Jihadistas ameaçam ataques em Jerusalém
Alexandre R. Malhado 07 de dezembro de 2017

A decisão de Trump de considerar Jerusalém a capital de Israel está agitar militantes e simpatizantes do auto-proclamado Estado Islâmico e da Al-Qaeda.

A decisão do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de considerar Jerusalém a capital de Israel, mudando a embaixada norte-americana de Tel Aviv para a cidade sagrada, está agitar o mundo - incluindo militantes e simpatizantes do auto-proclamado Estado Islâmico e da Al-Qaeda.

Através dos canais encriptados dos apoiantes dos jihadistas na rede Telegram, - que são monitorizados constantemente pela SÁBADO -, simpatizantes e militantes dos grupos terroristas trocaram mensagens de revolta sobre a decisão dos Estados Unidos, ameaçando atacar Jerusalém e expulsar "todos os kaffir (infiéis)": "Vamos cortar as vossas cabeças e conquistar Jerusalém". "A al-Quds [Jerusalém, em árabe] é capital da Palestina", lê-se numa publicação de simpatizantes do EI, divulgada pelo SITE Intel Group, organização que monitoriza a actividade terrorista.
Simpatizantes do Estado Islâmico no Telegram
Já do lado da Al-Qaeda, simpatizantes estão a divulgar discursos de Nasir al-Wuhayshi, líder da facção do grupo terrorista na península árabe, onde ordena a "matar todos os cruzados que encontremos no nosso território, e aniquilar os interesses ocidentais". "Vamos matar até pararem [os Estados Unidos] de apoiar Israel", lê-se numa publicação. 
Simpatizantes da Al-Qaeda no Telegram
Segundo a directora do SITE Intel Group, Rita Katz, "os jihadistas vão aproveitar esta decisão dos EUA [de reconhecer Jerusalém como capital israelita] para fazer uma campanha de terror, com ameaças e avisos".
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