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Venezuela: Livre repudia ataques dos EUA e está solidário com o povo venezuelano

Lusa 03 de janeiro de 2026 às 15:37

O partido sublinhou que a ONU, os países da NATO, o Congresso e o Senado norte-americanos não foram informados destas manobras militares pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O Livre repudiou este sábado o "ato de agressão internacional" por parte dos Estados Unidos na Venezuela e expressou a sua "total solidariedade com o povo venezuelano".
Blindagem militar nas ruas da Venezuela após declarações de apoio ao povo venezuelano AP Photo/Cristian Hernandez
"Estas ações, que se afiguram como a primeira implementação da doutrina de segurança nacional norte-americana recém-anunciada, estão em clara violação do direito internacional e merecem condenação inequívoca", afirmou o Livre em comunicado. Na nota, o partido sublinhou que a ONU, os países da NATO, o Congresso e o Senado norte-americanos não foram informados destas manobras militares pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Para o Livre, Trump enquadrou estas ações como inseridas na sua campanha de combate ao tráfico de droga, justificação que "colide com o interesse demonstrado recentemente pelos EUA nas reservas de petróleo venezuelanas". Estas ações "estão em clara violação do direito internacional e merecem condenação inequívoca", adiantou o comunicado. O Livre apelou ao Governo português para agir com "o máximo sentido de responsabilidade e garantir a segurança da comunidade portuguesa na Venezuela". Ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, o partido pediu para que trabalhasse "no sentido de estancar a ação militar norte-americana e impedir que os EUA se tornem juiz e carrasco de um regime de mais um país soberano". Apelou igualmente à União Europeia (UE) para "distanciar-se da ingerência norte-americana e estar pronta a ajudar o povo venezuelano". O partido sublinhou que tem condenado o Governo venezuelano, que qualifica como "um regime autocrático com historial de violação dos direitos humanos", afirmando, no entanto, que isso em nada justifica a "aventura militar de Trump e o rapto do presidente da Venezuela, ao arrepio de todos os princípios do direito internacional". O Livre defendeu que aceitar esta agressão norte-americana "abre a porta a outras intervenções norte-americanas já insinuadas por Trump, como a anexação da Gronelândia". "A prossecução desta doutrina deve fazer soar alarmes junto das instituições da União Europeia, cujos interesses são ameaçados pelo desrespeito pelo direito internacional", acrescenta-se no comunicado. Trump anunciou hoje um "ataque em grande escala" na Venezuela para a captura do chefe do Estado venezuelano, Nicolás Maduro, que foi retirado à força do país. O Governo de Caracas denunciou uma "gravíssima agressão militar" dos Estados Unidos, após explosões na capital durante a noite, e decretou o estado de exceção. É desconhecido, para já, o paradeiro de Maduro. Trump anunciou que vai falar numa conferência de imprensa a partir da sua mansão em Mar-a-Lago, na Florida, às 11:00 locais (16:00 em Lisboa), para dar mais informações sobre a operação liderada pelas forças americanas.
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