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Trump não esconde a fúria em telefonema com Netanyahu: "Estarias na prisão se não fosse por mim"

Isabel Dantas 02 de junho de 2026 às 09:08

Presidente dos Estados Unidos 'puxa as orelhas' do aliado israelita após ataques ao Líbano.

Donald Trump ficou profundamente desagradado com os ataques de Israel ao Líbano, que levaram o Irão a interromper as negociações de paz da última segunda-feira. Segundo a agência norte-americana Axios, o presidente dos Estados Unidos telefonou a Benjamin Netanyahu e não poupou nos palavrões.

Donald Trump, presidente dos EUA AP

"Que c*** estás tu a fazer? Estás completamente louco! Estarias não prisão se não fosse por mim, estou a salvar a tua pele. Agora toda a gente te odeia, toda a gente odeia Israel por causa disto", terá dito Trump segunda-feira ao primeiro-ministro iraelita, seu aliado nesta guerra contra o Irão, referindo-se ao apoio que deu a Netanyahu no julgamento em que o aliado foi acusado de corrupção. 

Segundo a mesma agência, Trump terá ainda acusado o primeiro ministro israelita de ingratidão e, logo depois de desligar o telefone, foi às redes sociais dar uma versão mais suave do teor do telefonema. "Conversei com o Bibi Netanyahu hoje e pedi-lhe que não lançasse um ataque massivo contra Beirute, no Líbano. As suas tropas recuaram. Obrigado, Bibi! Também conversei com representantes da liderança do Hezbollah, que concordaram num cessar-fogo contra Israel e os seus soldados. Da mesma forma, Israel concordou num cessar-fogo. Veremos quanto tempo isto dura; espero que para sempre!" 

E Netanyahu também respondeu. "Conversei com o presidente Trump esta noite e disse-lhe que, se o Hezbollah não parar de atacar as nossas cidades e os nossos cidadãos, Israel atacará alvos terroristas em Beirute. A nossa posição permanece firme. Ao mesmo tempo, o exército continuará a operar conforme o planeado no sul do Líbano", escreveu o primeiro-ministro de Israel horas depois no X.  

Mais de três meses de ter iniciado a guerra contra o Irão ao lado de Israel, Donald Trump já se vangloriou de ter dizimado as forças armadas de Teerão, mas a verdade é que está ansioso por chegar a um acordo de paz. Os ataques de Israel ao Líbano podem emperrar as negociações, numa fase em que o líder dos Estados Unidos continua a ser pressionado pelos efeitos devastadores que esta guerra trouxe à economia mundial.

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