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Irão: Trump diz que negociações correm bem mas mantém bloqueio aos portos iranianos até haver acordo

O acordo que os Estados Unidos e o Irão estão prestes a concluir incluiria a reabertura do estreito de Ormuz, bloqueado por Teerão desde o início dos ataques israelo-americanos em 28 de fevereiro.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou este domingo que as negociações com o Irão continuam a correr bem, visando a possível assinatura de um acordo "de princípio", mas avisou que manterá até lá o bloqueio aos portos iranianos.

Trump diz que negociações correm bem mas mantém bloqueio aos portos iranianos até haver acordo
Trump diz que negociações correm bem mas mantém bloqueio aos portos iranianos até haver acordo AP

"As negociações estão a decorrer de forma ordenada e construtiva", disse Trump na sua plataforma Truth Social, advertindo contra precipitações.

"Informei os meus representantes para não se apressarem a fechar um acordo, pois o tempo está do nosso lado”, escreveu.

Assim, Trump assegurou que o bloqueio dos EUA no perímetro de Ormuz, em retaliação ao bloqueio do estreito por Teerão, "permanecerá em vigor até que um acordo seja alcançado, certificado e assinado".

"Ambos os lados precisam de ir com calma e fazê-lo bem. Não pode haver erros", acrescentou Trump.

O Presidente norte-americano afirmou que a relação entre os dois países "está a tornar-se muito mais profissional e produtiva".

Também agradeceu aos parceiros do Golfo Pérsico pela cooperação nestas negociações e encorajou-os a aderir aos Acordos de Abraão, que estipulam a normalização das relações com Israel (inimigo histórico de Teerão), sugerindo até que o Irão poderia juntar-se no futuro.

"Quem sabe", comentou.

Segundo a imprensa, o acordo que os Estados Unidos e o Irão estão prestes a concluir incluiria a reabertura do estreito de Ormuz, bloqueado por Teerão desde o início dos ataques israelo-americanos em 28 de fevereiro, o levantamento das sanções contra o Irão, o descongelamento dos fundos iranianos bloqueados e uma trégua de 60 dias para negociar um pacto nuclear.

A proposta tem sido criticada por alguns senadores republicanos, que acreditam que os Estados Unidos estariam a ceder demasiado à República Islâmica.

Na sua mensagem, Trump defendeu-se e assegurou que isto será melhor do que o acordo nuclear que o então Presidente democrata Barack Obama concluiu com o Irão em 2015, e que o republicano considera "um dos piores" que os Estados Unidos alguma vez assinaram.

Segundo Trump, esse pacto, que limitava o enriquecimento de urânio iraniano em troca do levantamento das sanções internacionais sobre Teerão, era "um caminho direto para o Irão desenvolver uma arma nuclear".

O republicano, que durante o seu primeiro mandato quebrou o acordo de Obama, disse que "o mesmo não acontecerá" com o acordo que está atualmente a negociar com o Irão: "Na verdade, é o contrário!" afirmou.

Trump também agradeceu aos seus parceiros do Golfo pela cooperação nestas negociações sobre a Truth Social e encorajou-os a aderir aos Acordos de Abraão para normalizar as relações com Israel, sugerindo até que o Irão poderia juntar-se a eles no futuro.

Trump, no entanto, pediu ao Irão que compreenda a posição dos EUA sobre o programa nuclear.

"Eles não podem desenvolver ou adquirir uma arma ou bomba nuclear", insistiu o Presidente, sobre uma das questões-chave das negociações e apesar de Teerão reiterar que o seu programa é pacífico por natureza e que tem o legítimo direito de o desenvolver.

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