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Países do Médio Oriente detêm pessoas que partilham vídeos dos ataques do Irão

Sofia Parissi 12 de março de 2026 às 17:43

Alguns países do Golfo Pérsico estão a proibir a partilha de vídeos de ataques militares nas redes sociais.

Um homem britânico foi detido no Dubai depois de ter alegadamente filmado um ataque de um míssil iraniano. Em declarações à , Radha Stirling, CEO da organização Detained in Dubai, afirma que as acusações são "muito vagas" e que há " cada vez mais pessoas a ser acusadas de crimes cibernéticos nos Emirados Árabes Unidos" e noutros países do Golfo Pérsico.  

Britânico enfrenta acusações no Dubai após filmar alegadamente mísseis iranianos AP Photo/ Fatima Shbair

De acordo com a organização, que presta apoio jurídico nos Emirados Árabes Unidos, a detenção do turista tem por base uma lei daquele reinado que proíbe a publicação ou partilha de material que possa perturbar a segurança pública. Radha Stirling diz acreditar que estas detenções pretendem "manter a fachada de que o país [Emirados Árabes Unidos] é seguro para turistas".

No entanto, as advertências não são exclusivas dos Emirados Árabes Unidos: há três dias, o Catar anunciou a detenção de 300 pessoas, por partilharam imagens falsas de ataques militares do Irão ou "rumores". Segunda a agência Lusa, aconteceram situações semelhantes no Bahrein e no Kuwait.

Após o ataque ao Irão, levado a cabo por Israel e pelos Estados Unidos a 28 de fevereiro, Teerão respondeu com ataques de mísseis e drones às bases militares norte-americanas e a países do Golfo Pérsico como o Bahrein, Iraque, Catar, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita. Nos Dubai, foram atingidos hotéis de luxo como o Fairmont The Palm e o Burj Al Arab, e os vídeos espalharam-se rapidamente nas redes sociais. 

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