Países do Médio Oriente detêm pessoas que partilham vídeos dos ataques do Irão
Alguns países do Golfo Pérsico estão a proibir a partilha de vídeos de ataques militares nas redes sociais.
Um homem britânico foi detido no Dubai depois de ter alegadamente filmado um ataque de um míssil iraniano. Em declarações à BBC News, Radha Stirling, CEO da organização Detained in Dubai, afirma que as acusações são "muito vagas" e que há " cada vez mais pessoas a ser acusadas de crimes cibernéticos nos Emirados Árabes Unidos" e noutros países do Golfo Pérsico.
De acordo com a organização, que presta apoio jurídico nos Emirados Árabes Unidos, a detenção do turista tem por base uma lei daquele reinado que proíbe a publicação ou partilha de material que possa perturbar a segurança pública. Radha Stirling diz acreditar que estas detenções pretendem "manter a fachada de que o país [Emirados Árabes Unidos] é seguro para turistas".
No entanto, as advertências não são exclusivas dos Emirados Árabes Unidos: há três dias, o Catar anunciou a detenção de 300 pessoas, por partilharam imagens falsas de ataques militares do Irão ou "rumores". Segunda a agência Lusa, aconteceram situações semelhantes no Bahrein e no Kuwait.
Após o ataque ao Irão, levado a cabo por Israel e pelos Estados Unidos a 28 de fevereiro, Teerão respondeu com ataques de mísseis e drones às bases militares norte-americanas e a países do Golfo Pérsico como o Bahrein, Iraque, Catar, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita. Nos Dubai, foram atingidos hotéis de luxo como o Fairmont The Palm e o Burj Al Arab, e os vídeos espalharam-se rapidamente nas redes sociais.