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Líder interina da Venezuela nomeia especialista em economia como vice-presidente

Lusa 07 de janeiro de 2026 às 07:53

Trata-se da primeira mudança anunciada por Delcy Rodríguez desde que assumiu o cargo, após a captura de Nicolás Maduro.

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, nomeou na terça-feira um ex-diretor do banco central venezuelano como vice-presidente responsável pela economia, cargo que constitui uma prioridade para a administração.
Delcy Rodríguez assume presidência interina da Venezuela DR
Trata-se da primeira mudança anunciada por Delcy Rodríguez desde que assumiu o cargo, após a captura do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro. Além do cargo de vice-presidente, que a colocava em primeiro lugar na linha de sucessão, Rodriguez também era a principal chefe da economia, além de ministra dos Hidrocarbonetos. Calixto Ortega Sanchez foi presidente do banco central da Venezuela entre 2018 e 2025 e, anteriormente, trabalhou na indústria petrolífera. "Para o encerramento de 2026, esperamos consolidar os números de 2025 e continuamos a progredir", afirmou Rodriguez na televisão pública, citando a estimativa de crescimento de 6,5% da Comissão Económica para a América Latina (CEPAL) para 2025. O cenário económico venezuelano é complexo, com uma desvalorização da moeda local de quase 500%, o que alimenta os receios de hiperinflação. Os especialistas mostraram-se mais otimistas para 2026, com uma economista pragmática como Delcy Rodríguez à frente do Governo. Vice-presidente desde 2018, Rodríguez contribuiu para tirar o país de uma profunda crise económica, flexibilizando o controlo cambial e permitindo a 'dolarização' da economia. Delcy Rodríguez assume o poder sob o olhar inquisitivo do Presidente norte-americano, Donald Trump, que afirmou que a responsável "pagaria mais caro do que Maduro" se não fizesse "o que é necessário". Rodríguez defendeu uma relação equilibrada e com base no respeito, garantindo que "nenhum agente externo governa a Venezuela". Especialistas estimam que a nova administração poderá levar a um abrandamento do embargo em vigor desde 2019. Os Estados Unidos lançaram no sábado um ataque contra a Venezuela para capturar o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e a mulher, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder. Na segunda-feira, Maduro e a mulher prestaram breves declarações num tribunal de Nova Iorque para responder às acusações de tráfico de droga, corrupção e branqueamento de capitais e ambos declararam-se inocentes. A próxima audiência está marcada para 17 de março. O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, afirmou que "Portugal respeita sempre e acha que se deve respeitar a legalidade e a Carta das Nações Unidas", sublinhando que há "aspetos benignos" da intervenção dos Estados Unidos na Venezuela, desde logo "a queda de Maduro". A comunidade portuguesa e lusodescendentes na Venezuela, na sua maioria da Madeira, é estimada em meio milhão de pessoas.
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