Os negócios imobiliários da Altice, do CEO e do amigo

Foram vendidos quatro prédios em Lisboa por cerca de 15 milhões de euros. Os compradores têm ligações a um circuito empresarial montado em Braga, na Zona Franca da Madeira e no Dubai. E com relações ao empresário Hernâni Vaz Antunes, familiares e sócios. Na mesma altura, duas dessas empresas venderam uma moradia a Alexandre Fonseca e dois apartamentos a amigas íntimas de Hernâni e de Armando Pereira.

A 2 de março de 2020, no primeiro andar do Cartório Notarial da Av. 5 de Outubro, em Lisboa, dois procuradores de empresas finalizaram o negócio imobiliário sinalizado quase um ano antes com um cheque de 1,4 milhões de euros.

Naquele dia, Ana Magalhães e Ricardo Sobral representaram, respetivamente, a Meo/Altice Portugal e a Smartdev, uma empresa sediada na Zona Franca da Madeira, especializada em informática, telecomunicações e imobiliário, constituída com um capital de 60 mil euros em março de 2019, cerca de um mês antes da assinatura do contrato de promessa de compra e venda do imóvel da antiga Portugal Telecom (PT).

Segundo o documento definitivo da escritura pública do prédio de Lisboa a que a SÁBADO teve acesso, o negócio imobiliário custou à Smartdev um total de 7 milhões de euros, pagos através de dois cheques do Millennium bcp. Primeiro, foram avançados os já referidos 1,4 milhões, depois, mais 5,6 milhões de euros quando foi assinada a escritura. A transação não teve a intervenção de intermediário oficial, ou seja, não esteve envolvida uma agência imobiliária.

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