Sábado – Pense por si

Bola de Berlim, o que te fizeram?

Com menos açúcar, recheios pouco ortodoxos e até salgadas. Comer uma "bolinha" pode já não ser o que era, mas há pastelarias, restaurantes e praias onde vale a pena arriscar uma extravagância.

Capa da Sábado Edição 26 de agosto a 1 de setembro
Leia a revista
Em versão ePaper
Ler agora
Edição de 26 de agosto a 1 de setembro
Bola de Berlim, o que te fizeram?
Catarina Moura 08 de julho de 2025 às 22:58
Manuel Manso

O ano é 2025 e a humanidade ainda não se contenta com o que é perfeito. O seu instinto continua a ser mudar e nem se muda já como soía, como escrevia Camões. Gerações de imigrantes, pasteleiros e veraneantes aperfeiçoaram a bola de Berlim para que se tornasse o mais excelso doce de verão e praia. O nosso gosto foi-se moldando para achar que está certo comer creme de ovos com a boca salgada de um mergulho e trincar o açúcar como quem trinca areia. Estará este equilíbrio em causa? Nas praias e pastelarias os novos recheios entram na massa tradicional sem pudor e, nos restaurantes, o docinho frito serve-se com carne e marisco. Nem o açúcar para panar a bolinha está a salvo.

Para continuar a ler
Já tem conta? Faça login

Assinatura Digital SÁBADO GRÁTIS
durante 2 anos, para jovens dos 15 aos 18 anos.

Saber Mais
A Newsletter Na Revista no seu e-mail
Conheça em primeira mão os destaques da revista que irá sair em banca. (Enviada semanalmente)