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O regresso da sangria, o cocktail ibérico de verão

Num mundo que se encaminha para bebidas mais leves e menos alcoólicas, o parente pobre do vinho promete ressurgir: eis a era da sangria, uma receita ibérica que combina com verão.

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A sangria, uma parte frequentemente esquecida do legado gastronómico nacional
A sangria, uma parte frequentemente esquecida do legado gastronómico nacional Mariline Alves

Não é claro onde e quando surgiu a sangria, hoje reconhecida (e legislada pela UE) simplesmente como um produto da Península Ibérica. É provável que uma pesquisa pelas suas origens o encaminhe para o medieval Reino de Leão, onde se estabeleceu a receita daquela que terá sido a sua antepassada mais direta, a limonada leonesa, feita com vinho, laranjas, limões e especiarias. Para Luís Osório, no entanto, o percurso da sangria começa muito antes: quando chegaram à Península Ibérica, “os romanos já juntavam o mel ao vinho”, diz-nos Osório, à porta do Olá Sangria, que o empresário descreve como a “única loja de sangria da Europa”.

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