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Festival Ao Largo começa a 3 de julho em Lisboa e celebra nascimento de Mozart

O festival, de entrada livre, sai este ano da baixa lisboeta e muda-se para a praça central do Centro Cultural de Belém (CCB), "uma oportunidade feliz de descentralização", alega a organização.

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Em anos anteriores, o Festival ao Largo decorreu no largo fronteiro ao Teatro Nacional de S. Carlos
Em anos anteriores, o Festival ao Largo decorreu no largo fronteiro ao Teatro Nacional de S. Carlos Bruno Simão

A Missa de Coroação, de Mozart, pela Orquestra Sinfónica Portuguesa (OSP) e o Coro do S. Carlos abre, no dia 3 de julho, o Festival Ao Largo, que se realiza, este ano, no Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa.

Os 260 anos do nascimento do compositor Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) são evocados pelo Festival Ao Largo, que anualmente apresenta produções dos corpos artísticos do Organismo de Produção Artística (OPArt) de forma gratuita.

A mudança de cenário, do habitual largo fronteiro ao Teatro Nacional de S. Carlos (TNSC) na baixa lisboeta para a praça central do CCB, na zona ocidental da capital, "é encarada pelo OPArt como uma oportunidade feliz de descentralização e de renovação da experiência do espetáculo, preparando o caminho para o futuro regresso à sua casa original com infraestruturas totalmente renovadas", lê-se num comunicado da instituição.

Do concerto de abertura pela OSP e o Coro do TNSC, sob a direção do maestro Renato Balsadonna, além da Missa de Coroação, consta também a Sinfonia n.º 2, de Beethoven. No dia 12 a Sinfónica Portuguesa apresenta um programa dedicado a Schubert e Mendelssohn, sob a direção do maestro Jan Wierzba, sendo solista o violinista André Gaio Pereira.

O cartaz lírico conta três óperas: "Così fan tutte", de Mozart, em versão de concerto, nos dias 04 e 05 de julho, sob a direção do maestro Miguel Sepúlveda, e um elenco liderado pelas sopranos Rita Marques e Cátia Moreso; "Gianni Schicchi", de Puccini, no dia 08, sob a direção do maestro Renato Balsadonna, com um elenco liderado pelo tenor Luís Rodrigues e a soprano Rafaela Albuquerque; e "O Barbeiro de Sevilha", de Rossini, nos dias 24 e 25.

A ópera de Rossini é dirigida pelo maestro titular da OSP, Antonio Pirolli, e conta com os cantores líricos Ciro Telmo, João Terleira, Tiago Matos, no papel de Fígaro, Rita Marques, no de Rosina, Christian Luján, Jorge Vaz Carvalho e Ana Ferro.

A Companhia Nacional de Bailado (CNB) sobe ao palco nos dias 17 e 19 propondo um programa "desde o virtuosismo clássico até às peças contemporâneas".

Do programa consta o 2.º ato de "O Lago dos Cisnes", de Tchaikovski, com coreografia de Fernando Duarte, "Entanglement, The unpartnered", de François Couturier, com coreografia de Wubkje Kuindersma, "Chapter II", de Henrik Gorecki, com coreografia de Miguel Ramalho, e um excerto de "Le Parc", de Mozart, com coreografia de Angelin Preljocaj.

Os Estúdios Victor Córdon, outro dos corpos artísticos do OPArt, apresentam, nos dias 22 e 23 de julho, dança por "uma nova geração de intérpretes, com a apresentação do [programa] 'Território IX'".

"Esta iniciativa traz ao festival um excerto da icónica coreografia 'FAR', do galardoado criador britânico Wayne McGregor, e uma nova criação exclusiva da coreógrafa portuguesa Liliana Barros, radicada na Alemanha, onde tem desenvolvido uma carreira internacional notável", refere o mesmo comunicado.

"Território" é um programa dedicado a intérpretes com idades entre os 14 e os 18 anos, provenientes de escolas de dança de todo o país. Durante um mês de ensaios, os selecionados contactam diretamente com a linguagem de dois coreógrafos, na preparação de uma peça em remontagem e numa nova criação.

A direção artística do evento é tripartida pelo maestro Pedro Amaral, do TNSC, e pelos coreógrafos Fernando Duarte, da CNB, e Rui Lopes Graça, dos Estúdios Victor Córdon.

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