A longa-metragem começará a ser produzida em 2028 e parte do livro "Também os Brancos Sabem Dançar", escrito pelo membro fundador da banda, Kalaf Epalanga.
A história dos Buraka Som Sistema, uma das bandas portuguesas com maior sucesso internacional nas últimas décadas, vai dar origem a um filme. A informação é adiantada em comunicado de imprensa, enviado pela agência de comunicação responsável pela promoção da longa-metragem, que "começará a ser produzida em 2028", lê-se na nota informativa.
O filme, uma longa-metragem, parte do livro Também os Brancos Sabem Dançar, escrito por Kalaf Epalanga - um dos membros fundadores do grupo - e publicado em 2017 pela Editorial Caminho. Os direitos de adaptação da obra foram adquiridos pela produtora Wonder Maria Filmes e a adaptação cinematográfica "ficará a cargo do próprio Kalaf e de Fernanda Polacow, da Wonder Maria Filmes".
Citada no comunicado enviado à imprensa, a responsável da produtora cinematográfica refere: "O objetivo deste filme é o de retratarmos o nascimento dos Buraka Som Sistema nos anos 2000 e o seu contexto numa cidade imigrante, negra, repleta de multiculturalidade e em plena mutação, onde a cultura urbana fervilhava e os estilos musicais da periferia ganhavam projeção, mas onde ainda persistia um fosso invisível de segregação e desigualdade social".
Na sinopse do livro que servirá de base ao filme, lê-se: "O músico e escritor Kalaf Epalanga, membro da banda Buraka Som Sistema, dirige-se de autocarro da cidade sueca de Gotemburgo para Oslo, a capital da Noruega, onde vai actuar nessa noite no festival OYA. Como não tem um passaporte válido para mostrar é detido por tentativa de imigração ilegal e conduzido à esquadra da polícia para interrogatório. Aflito perante a iminência de perder o concerto, interroga-se: como vou explicar a estes polícias noruegueses que, apesar do meu aspecto pouco comum por estas paragens não sou mais que um pacífico músico angolano em digressão? Conseguirei explicar-lhes quem são os Buraka Som Sistema? Falo-lhes da cena musical de Lisboa? De como nasceu o Kuduro num musseque de Luanda? Eles irão perceber?"
Autora de álbuns como From Buraka to the World e Black Diamond e de êxitos à escala global como Kalemba (Wegue Wegue) e Hangover (BaBaBa), a banda formada por Branko, Riot, Conductor, Kalaf e Blaya - e que contou, ao longo da sua história, com elementos como as vocalistas Petty e Pongo Love - vai regressar este ano aos palcos, dez anos após o fim da banda, com uma digressão internacional que inclui concertos em Portugal (festival NOS Alive, 11 de julho), Bélgica, Dinamarca, Reino Unido, Países Baixos e Brasil.
Este sábado, 4 de julho, os 20 anos do grupo e da editora ENCHUFADA vão ser celebrados na Casa Capitão, em Lisboa, com um evento chamado Casa Buraka, com múltiplas atuações ao longo do dia e da noite, com programação de entrada livre entre as 15h e as 22h30 e com bilhetes à venda para as atuações posteriores (cerca de €20). Às 16h30, lê-se no comunicado enviado esta quinta-feira, "Kalaf Epalanga e Fernanda Polacow vão revelar mais pormenores sobre a longa-metragem, numa conversa que conta ainda com outros convidados dos Buraka Som Sistema".