Sábado – Pense por si

Josefina Méndez: “Há apps que usam emojis como códigos para festas de sexo com drogas”

Nasceu em Tui, mas há quase três décadas que é médica no Porto. Atualmente, dirige o serviço de Infecciologia do Hospital de Santo António e estima que 24% dos seus doentes pratiquem chemsex.

As maratonas de sexo com recurso a drogas vão deixando de ser uma realidade obscura, também graças ao trabalho da infecciologista Josefina Méndez, 59 anos. Cada vez mais praticantes lhe pedem ajuda, sobretudo quando os consumos se descontrolam e as infeções se multiplicam.  Há um ano que dirige o serviço de Infecciologia do Hospital de Santo António, no Porto, o único do norte com resposta integrada para estes casos, que continuam a aumentar. Na sequência das ChemSex Talks, realizadas a 9 de abril, na Invicta, e a 18 de junho, em Lisboa, a SÁBADO entrevistou telefonicamente a médica que coordenou o evento, entre as 18h30 e as 21h, já depois das consultas, e com sotaque “portunhol”. Ponto prévio: evitar estigmas.

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