Fernando Aramburu: “A fama traz riscos que um escritor que acredita na literatura deve evitar”

Fernando Aramburu: “A fama traz riscos que um escritor que acredita na literatura deve evitar”
Vanda Marques 29 de maio

Acumula prémios, viu os seus livros traduzidos em mais de 30 línguas e esperou cinco anos para regressar aos romances. Depois do sucesso de Pátria – adaptado à HBO – reflete sobre as relações e o fim do patriarcado.

Conta que no novo romance, de 808 páginas, não pretende transmitir mensagens, quer apenas o “exame ao detalhe da vida interior de um indivíduo nos dias de hoje”. Mas este indivíduo é um professor zangado com a vida que planeou a sua morte. Deu-se a si mesmo um ano de vida e começou a registar as suas memórias num livro. Há momentos de felicidade, de desilusões, reflexos de como mudou a sociedade e até a destruição de um casamento pela força dos dias. O escritor Fernando Aramburu reforça que, apesar de ser professor como Toni, nada tem a ver com a personagem. Brinca que deixa apenas 7% de si nos romances.

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