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Seguradoras pedem "prioridade estratégica" ao Governo na criação de fundo para catástrofes

Associação diz que empresas do setor estão disponíveis para colaborar na definição de um modelo de partilha de risco. Setor lembra que nos últimos 20 anos já pagou mais de mil milhões de euros associados a eventos climáticos extremos.

Os líderes das seguradoras portuguesas entregaram uma declaração conjunta ao Governo na qual pedem que a criação de um fundo para catástrofes naturais seja "uma prioridade estratégica de interesse público". As empresas mostram-se ainda disponíveis para colaborar na definição de um modelo de prevenção e partilha de riscos e saúdam o sinalizar do Governo em avançar com este fundo.

Bombeiros resgatam uma idosa após a passagem da depressão Kristin, em Alcácer do Sal
Bombeiros resgatam uma idosa após a passagem da depressão Kristin, em Alcácer do Sal Rui Minderico/LUSA_EPA

"As empresas seguradoras que operam em Portugal saúdam as declarações do Governo sobre a criação de um sistema nacional integrado de proteção contra catástrofes naturais", lê-se num comunicado enviado pela Associação Portuguesa de Seguros.

O Governo, através do ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, revelou nesta semana .

"O país precisa deste fundo. Até porque estas catástrofes, que era algo que há 20 anos era muito raro, estão a começar a acontecer com alguma regularidade e provavelmente vão acontecer mais e com mais severidade", afirmou o ministro em declarações ao jornal Público e à rádio Renascença.

A APS lembra que nos últimos 20 anos já pagou mais de mil milhões de euros com indemnizações relacionadas "eventos climáticos extremos". Entre 2006 e 2025 os custos foram de 926 milhões de euros, com destaque para os incêndios de 2017 (que custaram 226 milhões às seguradoras), e apesar de ainda não haver contas finais para os estragos da depressão Kristin, as .

"Mais de 60% desse valor ocorreu na última década, evidenciando uma tendência de agravamento contínuo", destaca a APS.

"Os montantes indemnizados representam apenas uma pequena fração das perdas económicas totais, revelando a lacuna de proteção que expõe a sociedade portuguesa a crescente severidade das catástrofes naturais", sublinha ainda a APS.

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