Os contratos de crédito à habitação própria permanente totalizaram 105 mil no ano passado, mais 27% do que em 2024. Dois terços envolviam montantes entre 50 mil e 200 mil euros.
Foram fechados, no ano passado, 2,2 milhões de novos
contratos de crédito, num total de 35 mil milhões de euros. Apesar de o número
de contratos se ter mantido estável face a 2024, o montante concedido subiu em
30%, sinalizando o impacto dos preços mais elevados. Quanto aos clientes, foram 1,7 milhões de pessoas — com os jovens a ganhar peso graças às medidas de apoio à compra da primeira casa.
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Os dados divulgados esta quarta-feira pelo Banco de Portugal
indicam que, das pessoas envolvidas nestes contratos, 61% eram trabalhadores
por conta de outrem e 43% tinham um nível de escolaridade equivalente ao ensino
secundário.
Considerando apenas os contratos de crédito à habitação própria
permanente — 105 mil —, registou-se um aumento de 27% em comparação com 2024. Metade
tinha valor igual ou inferior a 170 mil euros, enquanto dois terços envolviam
montantes entre os 50 mil e os 200 mil euros. Apenas 9% superaram os 300 mil
euros.
Este segmento envolveu 163 mil pessoas, das quais 83% trabalhavam por conta de outrem e 54% tinham um nível de escolaridade superior. Olhando para
a distribuição geográfica, 23% residiam na Grande Lisboa e 18% residiam na Área
Metropolitana do Porto. Já em relação à idade, 58% tinham entre 18 e 35 anos, mais
11 pontos percentuais do que em 2024, num impulso que advém das medidas em
vigor.
A par da nova tendência relacionada com a idade, há outra que vem já dos últimos anos. Voltou a subir o peso dos devedores
estrangeiros no total de pessoas que obtiveram novos créditos: passou de 14%,
em 2024, para 16% em 2025. Da mesma forma, metade dos devedores estrangeiros
tinham nacionalidade brasileira.
Considerando o outro crédito à habitação — em 2025, 12% do
montante total de crédito à habitação concedido destinava-se à aquisição,
construção ou realização de obras em habitação secundária ou para arrendamento
e aquisição de terrenos para construção de habitação —, cerca de um quarto dos
devedores eram estrangeiros, destacando-se os originários dos EUA (16%), do
Brasil (12%) e de Angola (10%).
Assim, os devedores estrangeiros foram responsáveis por 42%
do montante total do outro crédito à habitação contratado, percentagem
semelhante à de 2024 (43%).
Por último, o Banco de Portugal indica ainda que, no ano
passado, 612 mil pessoas contraíram créditos pessoais, metade dos quais de
valor igual ou inferior a 4 mil euros. Foram celebrados 242 mil contratos de
crédito automóvel em 2025, mais 8% do que em 2024. Dos novos contratos de
crédito automóvel, 72% tinham montante inferior a 20 mil euros e apenas 1%
superou os 50 mil euros.
Quanto à caracterização destes empréstimos, 51% das pessoas
que contrataram crédito pessoal eram do sexo masculino (no crédito automóvel
foi 58%), enquanto 9% do crédito pessoal e 12% do crédito automóvel foi
concedido a estrangeiros.
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