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Paralelamente, o gás valorizou-se mais de 70%, atingindo os 54,155 euros por megawatt-hora (MW/h).
O preço do barril de petróleo Brent disparou mais de 55% desde o ataque dos Estados Unidos e de Israel ao Irão, há um mês, que abalou a aparente calma dos mercados financeiros.
Guerra no Médio Oriente fez disparar o preço do petróleoCharlie Riedel/AP
Com as últimas semanas marcadas pela incerteza, confirmando-se o cenário mais temido pelos mercados de um conflito prolongado no tempo, o resultado foi a subida dos preços do petróleo e do gás, face aos danos nas infraestruturas energéticas e ao risco de uma menor oferta a nível global.
O barril de Brent, o petróleo de referência europeu, disparou 55,31% desde o início do conflito, chegando a rondar os 120 dólares. O petróleo de referência nos Estados Unidos, o West Texas Intermediate (WTI), subiu 48,67% e toca os 100 dólares, o seu máximo desde meados de 2022.
Paralelamente, o gás valorizou-se mais de 70%, atingindo os 54,155 euros por megawatt-hora (MW/h).
Ao mesmo tempo, registaram-se quedas significativas nas principais bolsas de valores, muitas das quais tinham atingido níveis máximos antes de 27 de fevereiro.
Noutros mercados, o ouro viu ameaçado o seu estatuto de valor refúgio por excelência, ao perder cerca de 14,5%, com a valorização de 2% do dólar face ao euro também a diminuir o interesse por este metal.
Adicionalmente, os mercados estão também já a descontar subidas das taxas de juro por parte dos bancos centrais, face ao receio de uma retoma da inflação devido ao aumento dos preços da energia.
Por enquanto, o Banco Central Europeu (BCE) e a Reserva Federal (Fed) dos EUA optaram por manter inalteradas as taxas de juro nas suas respetivas reuniões de março.
A guerra foi desencadeada pela ofensiva de grande escala lançada contra o Irão pelos Estados Unidos e por Israel em 28 de fevereiro.
O Irão respondeu com ataques contra os países vizinhos e contra petroleiros no estreito de Ormuz.
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