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Indonésia começa a restringir acesso às redes sociais a menores de 16 anos

A medida afeta oito plataformas: YouTube, TikTok, Facebook, Instagram, Threads, X, Bigo Live e Roblox.

A Indonésia começou este sábado a aplicar a proibição de acesso às redes sociais para menores de 16 anos, no âmbito de uma tendência que segue o exemplo da Austrália e que também foi anunciada por outros países.

Indonésia proíde menores de 16 anos de acederem às redes sociais
Indonésia proíde menores de 16 anos de acederem às redes sociais Foto AP/Eraldo Peres

A medida, que faz da Indonésia o primeiro país do Sudeste Asiático a restringir o acesso de menores, afeta oito plataformas: YouTube, TikTok, Facebook, Instagram, Threads, X, Bigo Live e Roblox. A lista poderá, contudo, ser alargada no futuro.

"Reiteramos que não há exceções quanto ao cumprimento e que toda a entidade comercial que opere na Indonésia é obrigada a respeitar as leis do país", declarou na noite de sexta-feira Meutya Hafid, ministra da Comunicação e dos Assuntos Digitais, admitindo que há plataformas que ainda não o fazem.

Segundo dados da Indonésia, a medida poderá afetar potencialmente cerca de 70 milhões de crianças.

As autoridades não avançaram pormenores sobre as tecnologias de verificação que serão utilizadas, pelo que cada empresa está a aplicar o seu próprio modelo para "detetar e desativar" contas associadas a menores de 16 anos.

A ministra agradeceu a colaboração de algumas plataformas que já começaram a aplicar as alterações, ao mesmo tempo que instou as empresas que ainda não se pronunciaram a acelerar as medidas.

Hafid afirmou que a rede social X alterou na semana passada os seus termos de utilização e que, a partir de hoje, começará a "desativar" os perfis de utilizadores que não cumpram as novas regras.

Outro exemplo de "colaboração" é o Bigo Live, uma plataforma de transmissão de vídeo em direto que, segundo a ministra, ajustou a idade mínima de utilização para 18 anos.

"Além disso, informaram que irão implementar um sistema de moderação com inteligência artificial e verificação humana para rever e controlar as contas de menores", sublinhou a responsável governamental.

A Roblox, por sua vez, anunciou planos para ajustar as funcionalidades para utilizadores com menos de 13 anos, que apenas poderão jogar 'offline', enquanto o TikTok se comprometeu a desativar gradualmente as contas de utilizadores com menos de 16 anos.

A ministra recordou ainda que há outras quatro plataformas -- numa referência às associadas à Meta e à Google - que ainda não informaram os passos que irão dar.

"Devemos lembrar que o Governo tem a faculdade de adotar medidas coercivas, que incluem a aplicação de sanções", advertiu a responsável.

Ao contrário da Austrália, onde a proibição para menores de 16 anos entrou em vigor em dezembro de 2025, a Indonésia prevê deixar alguma margem para que determinadas redes sociais possam continuar a ser utilizadas por adolescentes entre os 13 e os 16 anos, desde que venham a ser consideradas de baixo risco e com o consentimento de um adulto.

O arquipélago, a maior economia do Sudeste Asiático, antecipa-se assim a países europeus como França e Reino Unido, que têm dado passos para reforçar os controlos de idade, e a Espanha, que planeia proibir o acesso às redes sociais a menores de 16 anos e exigir responsabilidade aos dirigentes das empresas.

"É fundamental recordar que as crianças são igualmente valiosas em todo o lado. As crianças indonésias não são menos valiosas do que as crianças australianas. As da Ásia são tão valiosas como as da Europa. (...) As crianças de todo o mundo merecem ser tratadas com igualdade", concluiu a ministra.

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