O plenário do Senado norte-americano aprovou o nome do nomeado de Trump para liderar o banco central nos próximos quatro anos, substituindo Jerome Powell, cujo mandato termina na sexta-feira.
Kevin Warsh, de 56 anos, vai ser o novo presidente da
Reserva Federal (Fed) norte-americana. O nomeado de Donald Trump passou nas
várias votações do Senado e nesta quarta-feira, 13 de maio, foi confirmado para
líder do banco central nos próximos quatro anos, substituindo assim Jerome
“Jay” Powell, cujo mandato termina a 15 de maio.
Warsh testemunhou perante comissão do Senado.Jose Luis Magana/AP
Tratou-se da votação mais dividida de sempre para este cargo, com 54 votos a favor e 45 contra.
O processo passou por várias etapas, a primeira das quais
era a sua confirmação pelo comité da banca do Senado. Para isso, precisava da
maioria dos votos desse comité, composto por 13 republicanos e 11 democratas.
No entanto, o senador republicano Thom Tillis declarou que não votaria
favoravelmente o nome de Warsh até estar concluída a investigação em curso
contra Jerome Powell por alegada burla nas obras de renovação nos edifícios da
Fed, através de declarações falsas que teriam provocado uma derrapagem nos
custos. Isso significava que iria haver um empate, 12-12, e a nomeação
falharia, pelo que o comité decidiu que não seria convocada uma votação até
estar resolvida a questão com “Jay”.
Foi então que a procuradora-federal Jeanine Pirro, que tinha
em mãos o processo contra Powell, solucionou o impasse com o fecho da
investigação a 24 de abril,
tendo o nome de Warsh sido aprovado no comité bancário a 29 de abril.
Foi então que avançou para o plenário do Senado, onde passou por várias
votações.
Na segunda-feira, 11 de maio, a câmara alta do Congresso –
composta por 100 senadores – deu luz verde, com 49 a favor e 44 contra, para se
avançar com a nomeação de Warsh como membro do conselho de governadores da
Reserva Federal. No dia seguinte, 12 de maio, o Senado confirmou-o (51 votos a
favor e 45 contra) para essa posição, onde terá um mandato de 14 anos - tendo o início do mesmo sido definido como 1 de fevereiro de 2026.
O conselho de governadores é composto por sete membros
nomeados pelo Presidente dos EUA e confirmados pelo Senado – e a sua função é
supervisionar os bancos da Reserva Federal, regular as instituições financeiras
e definir a política monetária de modo a promover uma economia estável.
Este “board”, que tem um presidente (que é também o líder do
banco central) e um vice-presidente, tem mandatos de 14 anos para reduzir ao
mínimo a influência política. Estes sete membros constituem a maioria do Comité
Federal de Mercado Aberto (FOMC), que é composto por 12 elementos e que toma as
decisões sobre as taxas de juro.
Faltava apenas um passo: aprovar Kevin Warsh como novo
presidente da Fed. E foi isso que aconteceu nesta quarta-feira, pelo que já
será Warsh que irá presidir à próxima reunião de política monetária, agendada
para 16 e 17 de junho.
Warsh tem em mente algumas mudanças na Fed, como reduzir o
número de reuniões anuais, acabar com o "dot plot" – mapa
trimestral que mostra como cada representante do banco central estima as
mexidas nos juros diretores –, reduzir o balanço da autoridade monetária e
optar por outro indicador de referência para a inflação. Sobre se fará conferência
de imprensa no final de cada reunião, como Powell sempre fez, ainda não se
manifestou.
Apesar de não ser considerado propriamente “pomba” nem
“falcão”, Warsh tem sido referido como mostrando atualmente um certo pendor
para os cortes de juros muito defendidos por Trump – mas com a inflação de novo
a subir (em abril saltou para 3,8%), essa pretensão poderá ficar pelo caminho, pelo menos para já.
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