Brexit: Oferta de empregos baixa em Londres após referendo

Lusa 10 de agosto de 2016
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Director de operações da Morgan McKinley, Hakan Enver, disse que a queda foi "uma diminuição pequena em relação à gravidade do referendo"

O número de empregos no centro financeiro de Londres baixou 12% entre junho e julho, após o choque causado pelo 'Brexit', revelou hoje um estudo da consultora Morgan McKinley.

NurPhoto/Getty Images
A oferta de empregos caiu para 7.980 em julho, quando comparada com os 9.060 postos de trabalho do mês de junho, segundo a Morgan McKinley.

O impacto foi, contudo, menor do que o esperado depois do referendo de 23 de junho sobre a saída do Reino Unido da União Europeia (UE), que causou incerteza económica.

Em comunicado, o director de operações da Morgan McKinley, Hakan Enver, disse que a queda foi "uma diminuição pequena em relação à gravidade do referendo".

"As contratações abrandaram quando as instituições se viram num limbo pós-'Brexit', mas o impacto do referendo não foi tão agressivo como o esperado", realçou.

A consultora acrescentou que a oferta de empregos na cidade diminuiu cerca de 27% em julho, comparativamente com o mês homólogo do ano passado.

O estudo também sublinhou a diminuição de 14% no número de pessoas que procuram emprego de junho para julho, que a Enver disse que poderia ser explicado em parte pelas variações sazonais durante um período relativamente calmo para os mercados financeiros.

"Mudar de emprego num clima de incerteza é particularmente arriscado para os funcionários", disse Enver.

O director de operações acrescentou que os empregos da cidade também estavam muito dependentes da atividade de fusões e aquisições, que abrandou com o resultado do referendo.

"Quando os negócios ficam suspensos, em vários casos, as contratações também", explicou Enver, acrescentando que a actividade de aquisição foi "um excelente barómetro da confiança".

Estima-se que cerca de um milhão de pessoas trabalham na indústria financeira no Reino Unido.

Um dos argumentos dos apoiantes da permanência na UE era a perda de postos de trabalho devido à possibilidade de muitas empresas poderem mudar para outro país da UE no caso do voto pelo 'Brexit'.
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