Candidato derrotado nas eleições do Benfica diz que o comportamento do presidente "envergonha os benfiquistas" e que o treinador Jorge Jesus foi uma "enorme desilusão".
O candidato derrotado nas eleições de outubro do Benfica quebra o silêncio, lançando fortes críticas à atuação de Luís Filipe Vieira, que acusa ser um presidente ausente do Benfica. Em entrevista ao Record, diz que o comportamento do atual presidente "envergonha os benfiquistas" e que as eleições que ditaram a sua derrota "foram disputadas sem regras democráticas", deixando também farpas à gestão desportiva, considerando que o treinador das "águias", Jorge Jesus, foi uma "enorme desilusão".
Assistiu à comissão parlamentar de Vieira sobre o Banco Espírito Santo? Qual a sua opinião?
JOÃO NORONHA LOPES: Temos um problema reputacional muito maior do que aquele que tínhamos antes das eleições e que é causado por Vieira. Vieira está naturalmente preocupado com as dívidas aos bancos e as dúvidas na Justiça. O Benfica não pode ficar em 3º lugar nessa ordem de prioridades. Tem todo o direito de se defender e tratar dos seus assuntos. Não pode misturar o Benfica no meio das suas trapalhadas e negociatas. A coisa mais grave que se passou foi o facto de Luís Filipe Vieira ter levado o Benfica para a comissão parlamentar do Novo Banco quando era exatamente o oposto do que se esperava do presidente do Benfica. Esta comissão veio provar aquilo que já muita gente sabia: há uma promiscuidade total entre Luís Filipe Vieira o empresário, o presidente do Benfica e o sócio do maior acionista individual da SAD. Não é de estranhar que tivéssemos uma OPA considerava ilegal e um óbvio conflito de interesses. O que a audição na comissão de inquérito veio provar é que Vieira precisa do Benfica e não é o Benfica que precisa de Vieira, não pode ser dado como garantia do presidente. Este comportamento que Vieira teve envergonha os benfiquistas.
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