Empresa
registou mais de 184 mil reparações em 2025 e identifica padrão recorrente:
pequenos danos ignorados evoluem para avarias mais graves, dispendiosas e com
maior impacto ambiental.
29 de abril de 2026 - Adiar a reparação de um smartphone quando este ainda “funciona” pode
traduzir-se num custo significativamente mais elevado a médio prazo. O alerta é
da iServices, marca portuguesa especializada em reparação e recondicionamento
tecnológico, que, com base em mais de 184 mil reparações realizadas em 2025,
identifica um padrão recorrente: falhas aparentemente menores tendem a
agravar-se e a afetar outros componentes do equipamento.
Segundo a empresa, bateria, ecrã
e sistema de carregamento continuam a concentrar uma parte relevante das
avarias observadas em loja, muitas vezes após semanas ou meses de utilização
com sinais de desgaste já evidentes. “Quando um equipamento ainda funciona,
é natural que o cliente opte por adiar a reparação. O problema é que, na
prática, essa decisão pode sair mais cara. Uma bateria degradada, um ecrã
partido ou uma porta de carregamento instável são problemas que, quando
ignorados, podem comprometer outros componentes do equipamento”, explica
Bruno Borges, CEO da iServices.
A evidência técnica acompanha
esta leitura. Um estudo publicado no Journal of Cleaner Production,
identifica a bateria, o ecrã e a estrutura física como fatores determinantes na
durabilidade dos smartphones e sublinha que a vida útil destes equipamentos
pode ser prolongada através de medidas de fiabilidade e reparabilidade.
O problema começa antes da falha
total
Um smartphone pode continuar
operacional e, ainda assim, já apresentar sinais de desgaste técnico. Uma
bateria degradada pode provocar sobreaquecimento e instabilidade energética.
Uma porta de carregamento danificada pode originar ciclos de carga irregulares.
Um ecrã rachado pode facilitar a entrada de humidade, pó ou partículas capazes
de comprometer componentes internos. Para o utilizador, o problema é muitas
vezes apenas um incómodo.
Para um técnico, pode ser o
início de um efeito dominó:
·
fissuras no ecrã
aumentam o risco de infiltração de humidade e partículas;
·
baterias degradadas
podem gerar sobreaquecimento e instabilidade no desempenho;
·
falhas no
carregamento aceleram o desgaste de outros sistemas;
·
pequenas avarias não
tratadas podem evoluir para reparações múltiplas ou substituição total do
equipamento.
Reparar reduz custos e impacto
ambiental
Com smartphones premium
frequentemente acima dos 900 euros e vários modelos topo de gama a ultrapassar
os 1.500 euros, a reparação tornou-se uma decisão cada vez mais racional do
ponto de vista financeiro. Na maioria dos casos, substituir uma bateria, um
ecrã ou um conector representa apenas uma fração do valor de um equipamento
novo.
O racional ambiental é igualmente
relevante. A Agência Francesa para a Transição Ecológica (ADEME), em estudo
desenvolvido com a Arcep sobre a pegada ambiental do digital, indica que a
produção concentra cerca de 80% do impacto ambiental dos equipamentos digitais.
Isto significa que, antes de ser usado, um smartphone já concentrou grande
parte da sua pegada ao nível da extração de matérias-primas, fabrico e
transporte. A conclusão é simples: manter um equipamento funcional durante mais
tempo reduz a necessidade de substituição prematura e evita parte do impacto
associado ao fabrico de novos dispositivos.
Europa reforça reparabilidade dos
equipamentos
O enquadramento europeu também
acompanha esta tendência. Desde 20 de junho de 2025, passaram a aplicar-se
novas regras da União Europeia para smartphones e tablets, com requisitos de
ecodesign e rotulagem energética que reforçam critérios de durabilidade,
eficiência energética e reparabilidade. Segundo a Comissão Europeia, estas
regras incluem exigências sobre resistência, desempenho da bateria,
disponibilidade de peças sobressalentes e acesso a informação de reparação. Para
empresas como a iServices, que operam no cruzamento entre tecnologia, reparação
e economia circular, esta evolução confirma uma mudança estrutural: prolongar a
vida útil dos equipamentos deixou de ser apenas uma escolha individual e passou
a integrar uma resposta regulatória, económica e ambiental mais ampla.
Sinais que justificam diagnóstico
técnico
A iServices identifica alguns
indicadores que justificam diagnóstico técnico antes da falha total:
·
autonomia de bateria
abaixo do desempenho habitual;
·
ecrã rachado, mesmo
parcialmente;
·
carregamento
intermitente;
·
aquecimento anormal;
·
lentidão súbita;
·
reinícios inesperados.
“Esperar pela avaria
total raramente reduz custos. Normalmente aumenta-os. Na maioria dos casos,
reparar continua a ser a decisão mais sensata. O nosso papel é avaliar o
equipamento, explicar claramente o que está em causa e apresentar uma solução
rápida, transparente e com garantia”,
conclui Bruno Borges.
A iServices nasceu em
2011, conta atualmente com mais de 650 colaboradores e está presente com mais
de 140 lojas em Portugal Continental, Açores, Madeira, Espanha, Ilhas Canárias,
França, Bélgica e Países Baixos.
A iServices contabiliza mais de trinta mil
reparações por mês em equipamentos multimarca (Apple, Samsung, Huawei, Xiaomi,
entre outras) sendo ainda representante, em Portugal, da marca de drones líder
do mercado global, a DJI. Antes de qualquer reparação, a iServices realiza
sempre um diagnóstico gratuito e sem compromisso. Este serviço de reparação é
complementado por uma vasta oferta de acessórios e gadgets. A iServices
trabalha com técnicos especializados presentes em todas as lojas e efetua as
suas reparações em cerca de 20 minutos, oferecendo ainda o Serviço de Recolha e
Entrega Gratuitas ao domicílio. No caso de o cliente não ter disponibilidade
para deslocação a uma loja, a iServices recolhe o seu equipamento, em qualquer
parte do país, repara-o e entrega-o no local desejado. Recebeu em 2019 a
distinção como ‘empresa gazela’, em 2026 é considerada “Marca Recomendada”, “A
Melhor Loja”, “A Melhor Loja Online” , “Prémio 5 Estrelas” e “Escolha do
Consumidor” pelo quinto ano consecutivo. A marca renova ainda, em 2026, o selo
Escolha Sustentável.
Adiar a reparação do telemóvel pode multiplicar custos, alerta a iServices
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