"Não podemos estigmatizar os que têm dúvidas legítimas sobre as vacinas"

'Não podemos estigmatizar os que têm dúvidas legítimas sobre as vacinas'
Diogo Barreto 28 de novembro de 2021

As novas restrições e a necessidade de uma terceira dose da vacina levaram milhares de manifestantes às ruas um pouco por toda a Europa. Psicólogo considera que se deve adoptar uma postura conciliadora.

Os casos de covid-19 continuam a aumentar um pouco por toda a Europa naquela que é já considerada a quinta vaga da doença no continente. E com o regresso dos casos, muitos estados procuram reintroduzir medidas restritivas para travar o avanço da doença. Mas estas novas medidas têm sido recebidas de forma menos enfáticas do que as anteriormente impostas e dezenas de milhares de manifestantes têm saído à rua para protestar contra as mesmas em vários países europeus, como Alemanha, Irlanda do Norte, Croácia, Países Baixos e Bélgica. Por enquanto, Portugal continua a passar ao lado destas manifestações e a ter restrições mais leves. 

O psicólogo Tiago Pereira reforça, em declarações à SÁBADO, que neste momento já não são apenas os negacionistas da pandemia que se manifestam. "Assistimos a muitas pessoas que reconhecem o perigo da pandemia e até se vacinaram, mas que chegaram a um estado de saturação pandémico que os leva a procurarem demonstrar a sua indignação. Mas não podemos dizer que se tratam de negacionistas", explica.

O fim-de-semana passado, em Bruxelas, dezenas de milhares de pessoas saíram à rua para se manifestarem contra as novas regras, tendo os protestos terminado em conflitos violentos. A manifestação que viu mais de 30 mil pessoas sair à rua começou junto à sede do Parlamento Europeu. Ao fim de algumas horas, a contestação tornou-se violenta, com a polícia a intervir, recorrendo a canhões de água. Cerca de 40 pessoas foram detidas e pelo menos três agentes da polícia ficaram feridos. Mas os protestos deste fim-de-semana não se ficaram pela Bélgica. Países Baixos, Croácia, Áustria e Suíça foram palco de manifestações contra restrições, bem como a Itália. 

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