Saúde

Vem aí uma segunda geração de vacinas

Vem aí uma segunda geração de vacinas
Lucília Galha 28 de novembro de 2021

Sprays nasais, pensos adesivos com microagulhas – mas que não doem ao aplicar. Estas serão as novas armas contra a Covid e podem chegar já em 2022.

Sim, estamos muito melhor do que estávamos há um ano, mas não se iluda: ainda não é possível respirar de alívio. Porquê? “Ter uma taxa de vacinação muito elevada deu-nos uma proteção individual importante, mas não evitou que continuássemos a ser infetados e também potenciais transmissores”, diz à SÁBADO o imunologista Manuel Santos Rosa. Partindo dessa limitação, universidades, farmacêuticas e até startups começaram a desenvolver “algo diferente”. O quê? Formas de impedir que o vírus se replique e que a pessoa o transmita a outros. Como? Através de um spray nasal ou de um penso adesivo, por exemplo. Bem-vindo às vacinas de segunda geração.

O que são vacinas de segunda geração?
Todas aquelas que tenham melhorias muito significativas em relação às atuais. “Podem ser vacinas mais adaptadas às variantes, que tenham como objetivo principal prevenir a infeção e bloquear a transmissão do vírus, vacinas cuja resposta imunitária seja mais durável ou vacinas com administração mais simples, oral ou inalada”, enumera Miguel Prudêncio, investigador principal do Instituto de Medicina Molecular (IMM).

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