NEWSLETTER EXCLUSIVA PARA ASSINANTES Novidades com vantagens exclusivas: descontos e ofertas em produtos e serviços; divulgação de conteúdos exclusivos e comunicação de novas funcionalidades. (Enviada mensalmente)
NEWSLETTER EXCLUSIVA PARA ASSINANTES Novidades com vantagens exclusivas: descontos e ofertas em produtos e serviços; divulgação de conteúdos exclusivos e comunicação de novas funcionalidades. (Enviada mensalmente)
Em Novembro de 2014, o surto provocou doze mortos e afectou cerca de 400 doentes.
O surto de 'legionella' que há três anos ocorreu em Vila Franca de Xira foi um dos maiores problemas de saúde pública em Portugal e foi também a maior preocupação do então director-geral da Saúde, durante o seu longo mandato.
O surto provocou doze mortos e afectou cerca de 400 doentes, sendo que quase metade teve de ser assistida em cuidados intensivos.
Numa das últimas entrevistas que deu como directo-geral da Saúde, Francisco George confessou que os casos de 'legionella' em Vila Franca de Xira, em Novembro de 2014, foram o maior susto em doze anos à frente da Direcção-geral da Saúde (DGS) e foram o problema que mais lhe tirou o sono.
Apesar de considerar a situação como "muito grave", recordou que foram mobilizados todos os meios e que, "ao fim de 15 dias, foi declarado o fim da epidemia".
A principal preocupação das autoridades foi de imediato detectar a fonte do problema e, "ao fim de poucas horas, foi possível perceber o que se estava a passar e encerrar, do segundo para o terceiro dia, a fábrica que estava a emitir as partículas contaminadas com a bactéria", como lembrou Francisco George à agência Lusa, numa entrevista dada em Outubro.
O início do surto foi a 7 de Novembro de 2014, quando treze pessoas deram entrada no Hospital de Vila Franca de Xira com sintomas que apontavam para episódios provocados por 'legionella'.
Posteriormente, o hospital confirmava a entrada de 27 pessoas infectadas. No final desse dia, a Administração Regional de Lisboa e Vale do Tejo informava que o número de infectados tinha subido para 33.
No dia seguinte, a 8 de Novembro, foi conhecido o primeiro caso mortal e a DGS anunciava a abertura de um inquérito epidemiológico para averiguar a fonte da contaminação.
Nesse mesmo dia, o então ministro da Saúde, Paulo Macedo, anunciou que tinha sido accionado um plano de contingência para lidar com o surto. O grupo integrava dirigentes e especialistas de saúde e de ambiente.
Ao fim de três dias eram já quatro os mortos e havia mais de 160 pessoas infectadas.
No final do surto, eram doze as vítimas mortais, que tinham entre os 43 e os 89 anos, sendo nove homens e três mulheres. A taxa de letalidade deste surto foi estimada em 3,2%.
As autoridades fecharam as torres de refrigeração das principais fábricas da região, que só foram reabertas quando ficou demonstrado qual a fonte concreta, ou seja, uma dessas fábricas.
Este caso de 'legionella' foi considerado também um teste à capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde (SNS), tendo um relatório oficial considerado que os hospitais e estruturas de saúde responderam positivamente.
O surto de 'legionella' em Portugal mereceu igualmente a atenção de entidades europeias e mundiais, levando até a Organização Mundial de Saúde a considerá-lo uma emergência de saúde pública.
A 'legionella' é uma bactéria responsável pela doença dos legionários, uma pneumonia grave. A infecção transmite-se por via aérea (respiratória), através da inalação de gotículas de água ou por aspiração de água contaminada.
Legionella, a maior preocupação de saúde pública dos últimos anos
Para poder adicionar esta notícia aos seus favoritos deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site da Sábado, efectue o seu registo gratuito.
Chamar a este projeto de “corredor da paz” enquanto se inscreve o nome de Trump é uma jogada de comunicação que consolida a sua imagem como mediador global da paz.
Cuidarmos de nós não é um luxo ou um capricho. Nem é um assunto que serve apenas para uma próxima publicação numa rede social. É um compromisso com a própria saúde, com a qualidade das nossas relações e com o nosso papel na comunidade.
Prepara-se o Governo para aprovar uma verdadeira contra-reforma, como têm denunciado alguns especialistas e o próprio Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, num parecer arrasador.