Como evitar os efeitos nocivos do uso da máscara

Como evitar os efeitos nocivos do uso da máscara
Lucília Galha 23 de fevereiro

Dores de cabeça, acne e síndrome do olho seco. A SÁBADO identificou os problemas que podem surgir e dá-lhe as soluções para os contornar. Mas não queremos que isso o desencoraje a usá-la.

Primeiro, a ressalva: este artigo não se destina a desencorajá-lo de usar máscara. Pelo contrário, dir-se-ia antes que os piores efeitos secundários da máscara são a falsa sensação de segurança (usá-la não implica que não tenha de manter o distanciamento ou de lavar as mãos com frequência), assim como o seu uso inapropriado (mantê-la por mais tempo do que o recomendado e negligenciar a higiene). Em média, uma pessoa toca na cara entre 15 e 23 vezes por dia. Se tiver comichão ou a máscara mal ajustada, isso significa que tende a tocar nos olhos, nariz e boca com maior frequência. Depois de tocar na máscara, há risco de as suas mãos ficarem contaminadas e de contaminar as superfícies à sua volta.

Dito isto, é verdade que o uso prolongado da máscara pode ter impacto ao nível da pele (não é por acaso que, de repente, parece que voltámos à adolescência), dos olhos, da garganta e até provocar dores de cabeça. Quer saber porquê?

Os elásticos podem provocar dores de cabeça 

Não é, para já, uma verdade científica – só a experiência dos últimos meses. "Os doentes que usam a máscara de forma prolongada queixam-se que têm mais enxaquecas e crises mais intensas", diz à SÁBADO a neurologista Raquel Gil Gouveia. Há estudos anteriores à pandemia que explicam esta associação, nomeadamente, com profissionais de saúde que usam equipamentos de proteção individual durante várias horas. "Não há evidência de que diminua os níveis de oxigénio no sangue, mas como este equipamento retém o ar expirado, aumenta a concentração de dióxido de carbono." A inalação excessiva de dióxido de carbono pode provocar tonturas, cansaço e dores de cabeça.

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