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Tudo Acaba Agora é um dos filmes do ano, diz o crítico

Pedro Marta Santos
Pedro Marta Santos 11 de setembro de 2020 às 20:40

A recém estreada produção da Netflix traz a marca peculiar de Charlie Kaufman, o autor de Anomalisa

Quase resvalando para a auto-indulgência,Tudo Acaba Agora consegue terminar a sua peculiaríssima viagem como um dos filmes do ano. Baseado na novela elogiada de Iain Reid, acompanham-se algumas horas – que se desdobram em vidas inteiras – no percurso de uma poetisa de nomes tão múltiplos como indefinidos (e que pode também ser pintora ou estudante de física quântica, interpretada pela flamejante Jesse Buckey) com o seu namorado recente, Jake (Jesse Plemons, notável naquele registo de neurose dolorosa) até à casa dos pais deste, seguido de um desvio pela escola secundária onde Jake sofreu os surdos pesadelos da adolescência.

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