Duas mulheres denunciaram terem sido violadas e uma terceira disse ter sido submetida a um ato sexual não consentido. Channel 4 já retirou temporadas anteriores das plataformas de streaming.
O programa Casados à Primeira Vista - Reino Unido foi retirado do ar depois de duas participantes terem denunciato terem sido violadas pelos respetivos maridos e de uma terceira mulher ter sido alegadamente submetida a um ato sexual não consentido.
Programa "Casados à Primeira Vista" retirado da televisão britânica após acusações de violaçãoDIREITOS RESERVADOS/Internet
Segundo a BBC, que noticiou as alegações pela primeira-vez na segunda-feira e que falou com ambas as alegadas vítimas. Uma das mulher disse ter sido ainda ameaçada com ácido e está a ponderar avançar com medidas legais. Já uma segunda, que afirma ter sido violada, criticou o facto de o episódio ter sido transmitido na mesma na televisão britânica.
Confrontado com esta notícia, o Channel 4 anunciou a retirada de todas as temporadas anteriores das plataformas de streaming, assim como a remoção dos perfis de cada candidato das redes sociais. Em comunicado, disse ainda ter solicitado uma revisão de bem-estar dos participantes e adiantou que não ia fazer mais qualquer tipo de comentários devido a questões de privacidade.
"Em abril, o Channel 4 recebeu sérias alegações de irregularidades contra um pequeno número de ex-colaboradores, alegações que, segundo informações que recebemos, esses colaboradores negaram", afirmou o Channel 4. "O canal está ciente da privacidade e do dever contínuo de cuidado para com todos os colaboradores e não pode comentar ou divulgar detalhes dessas alegações."
A ex-participante Shona Manderson foi a única mulher que consentiu em ser identificada pela BBC. Manderson participou no programa em 2023 e acusou Bradley Skelly de má conduta sexual. Questionado, o homem negou todas as acusações.
O "Casados à Primeira Vista" é um reality show transmitido no Channel 4 do Reino Unido, que tem versões adaptadas noutros países como é o caso de Portugal. No programa que duas pessoas que nunca se conheceram antes, casam. O relacionamento é depois testado ao longo de várias semanas, enquanto moram juntos. No final têm de tomar uma decisão: ou permanecem juntos ou se separam.
Esta não é, no entanto, a primeira vez que este tipo de programas ficam marcados por escândalos: houve até já casos que envolveram morte de pessoas.
A ex-participante de Love Island, Sophie Gradon, foi encontrada morta em junho de 2018, com apenas 32 anos e Mike Thalassitis suicidou-se em março de 2019 com apenas 26 anos. Também a ex-apresentadora do programa, Caroline Flack, tirou a própria vida aos 40 anos, a 15 de fevereiro de 2020, depois de descobrir que os procuradores iam avançar com uma acusação de agressão por ter atingido o seu namorado com o telemóvel, devido a suspeitas de traição.
Em Portugal, o caso mais mediático foi talvez o de Zé Maria, vencedor da primeira versão portuguesa do Big Brother, que chegou a tentar atirar-se da Ponte 25 de Abril, nos anos 2000.
Todos estes casos levaram a um aumento do escrutínio sobre o acompanhamento deste tipo de reality shows.
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