José Ramos, o carpinteiro das FP-25 de abril

José Ramos, o carpinteiro das FP-25 de abril
Lucília Galha 17 de maio

José Ramos tem orgulho do seu passado político – inclusive dos assassinatos de que foi cúmplice. Faz questão de o dizer publicamente. Recentemente, foi alvo de uma queixa-crime.

Dia 11 de janeiro de 2021. José Ramos dos Santos escreve na sua página do Facebook: "A Direita estava a portar-se mal. As Forças Populares 25 de Abril matam o diretor dos serviços prisionais. Resposta eficaz." E, na mesma publicação, comenta ainda: "(…) Gaspar Castelo-Branco foi avisado de que devia tratar todos com dignidade. (…) Contra a nossa vontade teve de haver o tiro fatal. Só assim os presos tiveram paz." O conteúdo das publicações leva o filho do visado, Manuel Castelo-Branco, a apresentar uma queixa-crime contra o antigo operacional das FP-25 – por incitamento à violência, apologia de crime praticado e ofensa à memória de pessoa falecida. Quando a SÁBADO foi ao encontro de José Ramos dos Santos, na Herdade da Figueira, em Grândola – um brejo de 12 hectares que era dos seus avós maternos –, a conversa começou por aí.

– Não sabia. Não fui notificado.

– O que tem a dizer sobre o assunto?

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