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Como Salazar escondeu 700 mortos nas cheias de 1967

Maria Henrique Espada
Maria Henrique Espada 12 de novembro de 2017 às 16:15

“Há 50 anos, eu lembro-me”, disse Marcelo Rebelo de Sousa. De que se lembra o Presidente? Das cheias de 1967 – a maior catástrofe natural em Portugal continental desde 1755 – e de como o regime da altura a quis minimizar. E conseguiu.

"Em ditadura, há 50 anos, eu lembro-me, era possível haver tragédias e nunca ninguém percebia bem quais eram os contornos": a frase foi dita por Marcelo Rebelo de Sousa a propósito da publicação, em final de Julho e pelo Ministério Público, da lista com os nomes das vítimas do incêndio de Pedrógão Grande. Eram outros tempos. E esse desconhecimento público era possível porque "não havia um ministério público autónomo, juízes independentes e comunicação social livre. Em democracia há tudo isto."

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