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As minhas férias com Maradona

Eduardo Dâmaso
Eduardo Dâmaso 25 de novembro de 2020 às 23:08

Diego era um Deus que pairava acima do Vesúvio. Conquistou a eternidade logo em 1987 e em 1989/90, com o scudetto, Maradona ficou a mandar no Olimpo.

Naquele tempo em que passava as férias de verão em casa dos Giugliano, Nápoles era a representação da própria vida. Não apenas uma experiência algo radical, mas um corpo vivo, doce e temperamental, tumultoso e contraditório. Para lá do golfo mais belo do mundo, do Vesúvio, da música e da pasta, havia Diego Armando Maradona. Aí por 1985/86, quando comecei a percorrer a Via Aurélia a caminho de Roma e depois a Via Strada Regionale 148 em direcção a San Felice Circeo, onde ficava sempre uma tarde a banhos antes de me abeirar do tumulto napolitano, Maradona incendiava já a cidade.

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