Sábado – Pense por si

A rapariga em quarentena de violino à janela

Maria Henrique Espada
Maria Henrique Espada 04 de abril de 2020 às 18:16

Uma saga para deixar Itália, depois de 33 dias de isolamento em Brescia, a contar a comida e à procura de uma fuga. Nenhum controlo em Londres nem em Lisboa. Esta é a história de Jessica, 21 anos, agora a meio de mais 14 dias de quarentena num quarto de hotel na Madeira. Com um violino.

"Sou a Jessica, tenho 21 anos, e estava no primeiro ano do conservatório de Brescia, a estudar violino": já não está em Itália, mas em Santa Cruz, na Madeira, num dos hotéis que o governo regional requisitou para alojar quem chega e tem de fazer os obrigatórios 14 dias de quarentena. Chegou terça-feira, a 31 de março. Mas o nome Brescia leva para o coração da zona vermelha do coronavírus no norte de Itália: e foi de lá que veio. Jessica Agrela estava com uma amiga madeirense, Francisca Abreu, que já estava no segundo ano, a estudar bandolim, no Conservatório Luca Marenzio, até que o mundo à volta delas começou a mudar rapidamente. A universidade fechou na última semana de fevereiro, as colegas italianas com quem viviam foram para suas casas, elas juntaram-se na mesma e prepararam-se para o isolamento, sem perceber muito bem a dimensão do que aí vinha.

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