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Quase metade das mulheres portuguesas já foram vítimas de violência. O número de homens não fica atrás
As mulheres não são apenas as principais vítimas, são também alvo de agressões mais violentas e sentem-se muito mais inseguras.
Quase metade das mulheres portuguesas – precisamente 46,8% – já foi vítima de violência, segundo o mais recente estudo elaborado pela Universidade Nova de Lisboa. Ao olharmos para o género masculino, a percentagem não é acentuadamente inferior: 42,6% dos homens portugueses já sofreram agressões físicas, psicológicas ou emocionais no País. “Mas são as mulheres as principais vítimas de agressões graves”, contrapõe à SÁBADO Susana Peralta, coordenadora científica da investigação e investigadora na Nova SBE.
DR
Insegurança e perceções
As diferenças de género também se manifestam nas perceções de segurança. Apenas 77,1% das mulheres afirmam sentir-se seguras quando andam sozinhas na rua à noite, em contraste com 89,5% dos homens. Além disso, 44% das mulheres consideram que a violência exercida por maridos ou companheiros contra mulheres é muito comum, enquanto apenas 25% dos homens partilham essa perceção. Por outro lado, apenas 10,5% das mulheres e 6,9% dos homens reconhecem a violência contra homens por parte de mulheres ou companheiras como um fenómeno muito comum. Os dados demonstram que, embora a consciência sobre a violência contra as mulheres seja elevada, a vitimização masculina tende a ser subestimada. Só 65% das pessoas que reportam a violência em instâncias oficiais o fazem, percentagem muito inferior à registada noutras instâncias. Apenas 80% da população conhece as linhas de apoio à vítima. Há um desconhecimento generalizado face a estes mecanismos de reporte – e, quando a vítima reporta estes casos de violência, também se expõe. Em muitos casos, encontra-se numa situação de desigualdade de poder em relação aos homens, sendo mais frequentemente vítima de situações de gravidade e de violência. “A violência física ou sexual é experienciada por ambos os sexos, mas com maior gravidade e repetição entre as mulheres”, conclui o estudo. Cerca de 19,7% das mulheres foram vítimas e, em mais de metade dos casos, os episódios repetiram-se ao longo do tempo. Apesar de a violência ser um fenómeno transversal a ambos os géneros, as mulheres continuam a ser as que mais sofrem em Portugal.Artigos Relacionados
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