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Portugal ativou o Mecanismo Europeu de Proteção Civil para o repatriamento de cidadãos no Médio Oriente.
A guerra no Médio Oriente agravou-se esta quinta-feira com bombardeamentos no Líbano, ataques de drones no Iraque e ameaças de mísseis no Golfo. Entretanto, Portugal pretende repatriar pelo menos 180 cidadãos que continuam no Médio Oriente, ativando o Mecanismo Europeu de Proteção Civil.
França autoriza bases militares no Médio Oriente para uso temporário dos EUALUSA
Líbano sob fogo e ameaças
O balanço das incursões israelitas no Líbano subiu hoje para 102 mortos e 638 feridos desde segunda-feira.
O ministro das Finanças israelita, Bezalel Smotrich, ameaçou transformar o subúrbio sul de Beirute (Dahiyeh) num cenário de devastação semelhante a Khan Yunis, em Gaza.
Perante ordens de evacuação imediata dadas pelo exército de Israel, centenas de milhares de pessoas iniciaram a fuga da capital libanesa num cenário de pânico e caos no trânsito.
Escalada regional e resposta da NATO
A NATO confirmou que um míssil balístico disparado do Irão tinha como alvo a Turquia, contradizendo a versão de Ancara de que o alvo seria Chipre.
O Estado-Maior das Forças Armadas do Irão negou hoje ter lançado um míssil contra a Turquia, afirmando que respeita a soberania do "país vizinho e amigo".
Em Riade e Abu Dhabi, foram registados alertas de segurança máxima. Na capital saudita, diplomatas ocidentais foram instruídos a procurar abrigo, com o bairro diplomático cercado pelas forças de segurança.
Na capital dos Emirados Árabes Unidos, os sistemas de defesa aérea intercetaram uma vaga intensa de mísseis, com explosões que se ouviam em toda a cidade.
No Azerbaijão, um ataque de drones iranianos contra o aeroporto de Nakhitchevan fez quatro feridos, levando Baku a prometer represálias.
Estreito de Ormuz e golfos Pérsico e de Omã declarados zonas de guerra
O estreito de Ormuz e os golfos Pérsico e de Omã foram classificados esta quinta-feira como "zona de operações de guerra" pelo setor marítimo, após uma reunião entre sindicatos e empregadores mundiais.
A designação responde à "dimensão das perturbações e dos riscos enfrentados pelas tripulações civis na região", explicaram as duas partes num comunicado conjunto, referindo-se a centenas de navios bloqueados devido à guerra no Médio Oriente.
A Organização Marítima Internacional (IMO, em inglês) anunciou esta quinta-feira que cerca de 20.000 tripulantes e 15.000 passageiros estavam bloqueados no Golfo Pérsico desde o início da ofensiva israelo-americana contra o Irão.
Base norte-americana atacada no Iraque
O exército iraniano anunciou um ataque com drones contra uma base norte-americana em Erbil, no Curdistão iraquiano.
O Irão acusou Israel e os Estados Unidos de visarem deliberadamente zonas civis para infligir o máximo de sofrimento humano.
A Rússia afirmou que o Irão ainda não solicitou ajuda militar, embora Moscovo já tenha retirado mulheres e crianças da sua embaixada em Teerão.
Coligação internacional e resposta europeia
França, Itália e Grécia anunciaram a coordenação de meios militares em Chipre e no Mediterrâneo Oriental.
Uma fragata espanhola vai juntar-se ao porta-aviões francês "Charles de Gaulle" para missões de proteção, após um ataque do Hezbollah contra uma base britânica em Chipre.
A França autorizou a presença de aviões de apoio norte-americanos na base de Istres, garantindo que não participam diretamente nas operações contra o Irão.
A União Europeia e os países do Conselho de Cooperação do Golfo exigiram, em comunicado conjunto, que o Irão cesse os "ataques injustificáveis" que ameaçam a segurança mundial.
Portugal realiza operação para o repatriamento de 186 pessoas
Está em curso uma operação de repatriamento de 186 pessoas, quase todos portugueses, no Médio Oriente com chegada prevista na sexta-feira.
Portugal ativou esta quinta-feira o Mecanismo Europeu de Proteção Civil para organizar o repatriamento de cidadãos portugueses no Médio Oriente.
Teerão nega ter fechado estreito de Ormuz
O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano afirmou que Teerão "não tem intenção", nesta fase, de fechar o estreito de Ormuz, mas não descartou essa opção se Israel e os Estados Unidos continuarem a guerra.
"Não temos qualquer intenção de fechar o estreito neste momento", afirmou Abbas Araghchi ao canal norte-americano NBC News, referindo-se à passagem entre o golfo de Omã e o golfo Pérsico por onde transita 20% do petróleo bruto mundial.
"Não o fechámos. São os navios e os petroleiros que não tentam atravessá-lo, pois temem ser atingidos por um dos lados", continuou.
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