Sem herdeiros legítimos, sempre se desconheceu quem iria beneficiar do vasto património do estilista que inclui, entre outros bens, um castelo em França. Agora, o testamento revelado por um jornal italiano esclarece finalmente o destino da herança.
Para quem foi o enorme património de centenas de milhões do estilista Valentino, que inclui iates, moradias, obras de arte (entre as quais de Picasso e Andy Warhol), um castelo em França ou ainda um banco privado do qual a rainha Isabel era cliente? A questão permaneceu sempre sem respostas desde 19 de janeiro de 2026 - data em que o estilista morreu, aos 93 anos -, mas não tendo Valentino herdeiros legítimos, isso significava que o estilista podia dispor de 100% dos seus bens, ou seja, entregá-los a quem quisesse, sem quaisquer restrições.
Estilista Valentino morreu em janeiro de 2026 e deixou um vasto património, nomeadamente um castelo em FrançaIk Aldama/picture-alliance/dpa/AP Images
Até agora, ainda não tinha vindo a público quem é que iria ter direito a esta herança, mas segundo o jornal Corriere della Sera ela foi toda destinada a uma fundação com sede em Vaduz, Liechtenstein. A Fundação Valentino Garavani – Giancarlo Giammetti, de Vaduz, é uma instituição sem fins lucrativos criada em 2016 pelos fundadores da icónica casa de moda italiana que tem como missão apoiar a cultura, proteger a comunidade e promover jovens talentos.
O estilista havia entregado o seu testamento ao notário suíço Rolf Schneider, em Gstaad, na Suíça, a 29 de março de 2023. Nele, nomeou então aquela fundação como única herdeira.
O testamento foi registado em Itália, a 21 de janeiro, dois dias depois da sua morte e dois dias antes do funeral, e executado nos meses seguintes, a partir de 15 de abril. Grande parte das peças mais valiosas da coleção Valentino, entretanto, já foram registadas em nome da Fundação Vaduz - nomeadamente a mansão de 30 quartos em Via Ápia, Itália, o iate de 46 metros "Tm Blue One" e as atividades operacionais da fundação italiana com o mesmo nome.
A nomeação da fundação como única herdeira provavelmente terá como objetivo manter o património unido e garantir a gestão contínua, observa o jornal italiano. Acredita-se, no entanto, que Valentino queria distribuir e destinar a liquidez e bens móveis àqueles que lhe foram próximos em vida, nomeadamente ao seu companheiro Vernon Bruce Hoeksema, o seu ex-companheiro, sócio e amigo de longa data, Giancarlo Giammetti, o sobrinho Piero Villani, a família do brasileiro e embaixador global da Valentino, Carlos Souza e seus filhos Sean e Anthony e, por fim, a Fundação Valentino-Giammetti.
O espólio do estilista inclui ainda o Castelo de Wideville, do século XVI, que se encontra localizado perto de Paris, que deverá ser vendido.
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