Boris Johnson e Carrie Symonds casam em segredo na Catedral de Westminster

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Diogo Camilo 30 de maio
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Primeiro-ministro britânico tinha apontado casamento com a ativista ambiental para julho de 2022. Cerimónia privada juntou apenas 30 familiares e amigos. Boris Johnson torna-se o primeiro chefe de governo a casar-se enquanto ocupa o cargo em quase 200 anos.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, casou-se este sábado com a sua namorada de longa data, Carrie Symonds, numa cerimónia privada na Catedral de Westminster. De acordo com a imprensa britânica, o casal trocou votos entre um pequeno grupo de amigos e família, e aconteceu mais de um ano antes do que era antecipado, após notícias na semana passada terem dado conta que a cerimónia estava agendada para julho de 2022.

Boris Johnson e Carrie Symonds
Boris Johnson e Carrie Symonds Rebecca Fulton/AP
Segundo o Daily Mail e o The Sun, o casamento estava a ser cuidadosamente planeado há seis meses e 30 pessoas foram convidadas, o máximo segundo as atuais restrições no Reino Unido para combater a propagação da covid-19, que terão sido informadas à última hora. O gabinete do primeiro-ministro já confirmou o matrimónio.

Noivos desde dezembro de 2019, Boris Johnson e Carrie Symonds já teriam enviado notas aos mais próximos que apontavam o casamento apenas para julho de 2022, mas a cerimónia acabou por ser antecipada e nem mesmo os funcionários do número 10 de Downing Street sabiam que o casamento iria acontecer.

O primeiro-ministro do Reino Unido é assim o primeiro a casar-se enquanto ocupa o cargo em quase 200 anos. A relação com a ativista política e ambiental terá começado em 2018, quando Boris ainda estava casado com a segunda mulher, Marina Wheeler. Boris e Carrie são o primeiro casal a viver em Downing Street sem estarem legalmente casados.

O noivado começou em 2019 e o casamento já poderia ter acontecido, mas a pandemia acabou por afetar os planos de Boris Johnson (56 anos) e Carrie Symonds (33). O pedido de casamento aconteceu na ilha privada de Mustique, uma das Grenadinas, nas Caraíbas, no final de 2019, mas já antes disso o casal tinha tomado conta da residência oficial do PM britânico. A fazer-lhes companhia em Downing Street está o cão Dilyn que, de acordo com Boris, tem sido uma grande ajuda no combate ao stress inerente ao cargo.

Este é o terceiro casamento de Boris Johnson, depois das uniões com Allegra Mostyn-Owen e Marina Wheeler. O primeiro aconteceu em 1987, tendo sido anulado em 1993. Uma dúzia de dias depois, Boris voltou a casar, com Marina, do qual resultaram quatro filhos (dois rapazes e duas raparigas). Em setembro de 2018 a relação de 25 anos chegou ao fim e o divórcio oficial saiu em novembro do ano passado.

Antes disso, já Boris Johnson mantinha um relacionamento com a atual noiva, Carrie, (filha de um dos fundadores do The Independent e de uma advogada que também trabalhava no jornal), e com quem tem um filho com pouco mais de um ano. Carrie Symonds nasceu em 1988, terminou os estudos universitários de História da Arte e Teatro em 2009 e é atualmente consultora para a organização Oceana, de defesa da conservação dos mares. Antes disso, trabalhou também no Partido Conservador e na campanha para a reeleição de Johnson à câmara de Londres (em 2012), além de ter sido chefe de comunicação do mesmo partido em 2018.

Em 2007, depois de uma saída à noite com os amigos, Carrie Symonds apanhou um táxi para casa. O condutor, John Worboys, ofereceu-lhe champanhe e vodca, sendo Carrie uma das 14 mulheres que viriam a testemunhar contra ele em tribunal. Worboys foi condenado em 2009 por múltiplas agressões sexuais contra os seus passageiros. Symonds foi a mais nova das vítimas, tendo declarado após o julgamento que o taxista era "um triste e malvado homem, um perigo para a sociedade". E acrescentou: "Sinto-me tão zangada por ele se ter declarado inocente e nos ter feito passar pela dor de apresentar provas em tribunal".

As núpcias acontecem após uma semana politicamente agitada para Johnson, que na quarta-feira foi acusado pelo ex-assessor Dominic Cummings de ter obstaculizado a resposta do Governo à pandemia de covid-19, dizendo que ele era "inadequado para a tarefa".

Na sexta-feira, um inquérito de uma comissão de ética revelou que o primeiro-ministro agiu "imprudentemente" ao renovar o seu apartamento em Downing Street, sem dizer de onde tinha vindo o dinheiro, mas ilibando-o de má conduta.