"Aluguei uma avioneta para sobrevoar um concerto dos Rolling Stones"

'Aluguei uma avioneta para sobrevoar um concerto dos Rolling Stones'
Sónia Bento 05 de janeiro de 2019

Batata Cerqueira Gomes, uma das figuras mais emblemáticas da noite do Porto nas décadas de 80 e 90, em entrevista de vida à SÁBADO.



Quando anda pela Baixa do Porto, há quem lhe peça autógrafos e selfies. Luís Cerqueira Gomes, ou Batata, como é conhecido, teve vários bares, restaurantes e discotecas - era dele o célebre Twins - onde fez festas temáticas memoráveis (chegou de burro a uma, pôs toda a gente de pijama noutra). Hoje dedica-se ao Armazém, um espaço multiusos referenciado pelo The New York Times. Casado com Raquel há 32 anos, é pai de Luís e de Carlota, avô de Luís e de Matilde, e tio da apresentadora da TVI Maria Cerqueira Gomes.Pertence a uma família da elite da Foz, mas diz que foi educado a saber viver com o que tem e a não ostentar. Abomina os falsos "tios" e garante que em Portugal não existe jet set.  

Por que é que nunca mais apareceu nas revistas cor-de-rosa?
Primeiro, acho que há um tempo para tudo, segundo, há revistas e revistas e, com toda a sinceridade e humildade, as revistas hoje promovem pessoas que não tem descrição, que se julgam donas do mundo. Quando lhes estala o verniz, revelam-se.

Quem lhe pôs a alcunha de Batata?
Foi a minha Tia Fiji, irmã da minha mãe, que me deu a alcunha a mim e aos meus irmãos – o Miguel Pedro (Mi), era o Croquete, o Manuel Filipe (Nené) era o Rissol, a Maria Dulce era e é a Ducas, e eu, Luís Augusto, fiquei Batata, por causa dos desenhos animados do "Batatinha". O Carlos Bernardo é o I, porque ele gaguejava muito e para chamar a Elisa, que era a costureira, dizia "i, i, i, i…". O Gonçalo Nuno era o Tokinho porque o meu pai adorava Toquinho e Vinicius de Morais, e a Maria Inês ficou a Laranjinha porque nasceu no tempo em que foi fundado o PPD, que era laranja, e a minha tia era simpatizante do partido.

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