Dallas: Os dramas dos atores da família Ewing

Dallas: Os dramas dos atores da família Ewing
Ricardo Santos 03 de maio

Trinta anos depois do último episódio da série Dallas ter ido para o ar, "JR" está morto, "Bobby" é budista e viúvo, "Pamela" é autora consagrada e filantropa e "Sue Ellen" é avó e continua a sua carreira de atriz. 

De abril de 1978 a maio de 1991, o mundo parou para ver as desventuras da família Ewing na televisão. Passam agora 30 anos desde a emissão do último episódio de Dallas (maio de 1991), mas personagens como JR, Bobby, Pamela ou Sue Ellen continuam no imaginário coletivo. Tal como na ficção, os atores que protagonizaram a série viveram momentos dramáticos e determinantes. Dos que ainda estão vivos, destaque para o antigo menino bonito Patrick Duffy - teve os pais assassinados, converteu-se ao budismo e perdeu a mulher na luta contra o cancro.

Uma família texana (os Ewing), ligada ao negócio do petróleo, vê-se envolvida numa trama de traições, crimes, corrupção, lutas internas, desaparecimentos e álcool, muito álcool. Bobby é casado com Pamela. O seu irmão, o maquiavélico JR, é marido da problemática Sue Ellen. Vivem todos num rancho, com os pais Ewing (Jock e Ellie) e recebem visitas frequentes das mais variadas e tenebrosas personagens. Para quem nunca viu a série, pode parecer confuso, mas para quem cresceu com
Dallas, esta é uma viagem instantânea ao passado. 


JR Ewing é considerado um dos vilões mais famosos da televisão mundial. Interpretado por Larry Hagman, este barão do petróleo, sem escrúpulos, esteve presente em todos os episódios da série (357), uma das mais longas dos EUA, depois de Lei & Ordem, Bonanza ou Anatomia de Grey. Hagman morreu em novembro de 2012 aos 80 anos, com leucemia, depois de uma carreira com dezenas de filmes, mas sempre colado à personagem que interpretou em Dallas.

Odiado como JR nos mais de 90 países que transmitiram esta novela norte-americana, Larry Hagman foi nomeado para os Emmys e para os Globos de Ouro, teve uma carreira discreta no mundo da música, foi porta-voz publicitário para uma marca de cerveja e um acérrimo defensor das energias renováveis. Polémico o suficiente, ficou também conhecido pelo consumo excessivo de álcool (levou a que lhe fosse transplantado o fígado), tabaco e pela adesão à marijuana.

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