Uma força fatal e incontrolável
«Igualitário é o deus da guerra; e mata quem quer matar.»
«Igualitário é o deus da guerra; e mata quem quer matar.»
Tão intelectual quanto pop-star, foi um dos eixos da revolução cultural portuguesa do pós-25 de Abril. Cientista e escritora, foi-se afastando gradualmente da vida pública, mas a marca não desapareceu. Morreu em Estremoz, aos 65 anos
Falta-nos fazer a revolução cultural-espiritual. Maria Teresa Horta representava, precisamente, essa revolução por realizar. Era uma mulher sem medo, que não se calava. Quando questionada, um dia, sobre o que era a liberdade, Nina Simone respondeu "Liberdade é não ter medo". Se assim for, Maria Teresa Horta foi uma das poucas mulheres portuguesas verdadeiramente livres.
Houve capas por todo o mundo. O Le Monde chegou a ter 20 jornalistas atentos às mudanças no País, os correspondentes estrangeiros animavam os hotéis e atraímos turismo político.
Sonhava ser a mulher de Marlon Brando (jura que só não aconteceu devido a Salazar), acabou por se casar com o “Mastroianni” e separou-se porque a asfixiava. Garante que ainda não sente os 80 anos e a prova disso é conseguir andar com saltos altíssimos.
Os últimos meses do ano são férteis em novidades literárias: com o olho na rentrée e no Natal, as editoras apostam forte. De Paul Auster a Almodóvar, Britney Spears e Han Kang, há muito para ler.
Autobiografias, história, ensaios ou ciência: há várias novidades literárias de não-ficção a descobrir nos próximos meses. Sugerimos-lhe 12.
Maré baixa, duas crianças, idades semelhantes, interesses impecavelmente opostos. De repente, uma cena de filme.
O livro foi publicado em abril de 1972, e banido três dias depois pelo então regime, por "conteúdo insanavelmente pornográfico e atentatório da moral pública".
A escritora não compreende como pode esta obra ser estudada em universidades estrangeiras, enquanto em Portugal é praticamente ignorada.
As mulheres, as que deveriam ter e têm maior interesse na vida do clitóris, que levavam e levam milénios de convívio com ele, nunca se bisbilhotaram de alto a baixo, espiaram de perto o botão do seu orgasmo? Nunca pararam diante dele?
O Livro dos Amantes - Grandes Histórias de Amor faz a revisão de romances historicamente arrebatadores, pela mão de José Jorge Letria.
Filha de um oficial da Marinha, privou na adolescência com as famílias aristocratas exiladas em Portugal. Após o divórcio, chegou a vender pullovers aos amigos para pagar as contas. Foi cortejada por nobres e milionários, parou o País por causa de uma cirurgia estética e continua a ir às festas internacionais mais exclusivas. Agora, aos 76 anos, Lili Caneças mantém-se relevante graças aos contactos e às redes sociais.
João Ribeiro aturou as exigências de Calouste Gulbenkian, comprou ovos e frangos a Salazar e serviu um jantar à Rainha Isabel II. Chamam-lhe o maior do século, mas há quem torça o nariz.
A música pop está para a paixão como a arquitectura está para o amor. Por regra, são histórias de amor ou paixão que começam estas coisas. E as acabam. Debbie e Chris Stein. Frank e Mamah Cheney. A primeira terminou em psicodrama. A segunda, em tragédia. Mas, pelo meio, ambas inventaram o futuro
O novo livro de Madalena Villalobos, disfarçado de guia útil para manter a casa limpa e arrumada, revela-se mais uma obra conformada em conservar as desigualdades no lar.