Um menu piço
O meu lema é “come e deixa comer” e não massacro os outros por causa do que comem. Já a mim não massacram, mas às vezes moem um bocado. E pelos vistos alguém não comer carne também dá muita vontade de rir.
O meu lema é “come e deixa comer” e não massacro os outros por causa do que comem. Já a mim não massacram, mas às vezes moem um bocado. E pelos vistos alguém não comer carne também dá muita vontade de rir.
Era já Marshall McLuhan que dizia que os humanos usavam o cérebro fora do crânio. Aquilo a que hoje chamamos inteligência artificial ou computador e a sua memória é um pouco isto: alguém tem o cérebro ao lado do seu corpo e não propriamente dentro dele.
O elogio do trabalho incessante começa já a ser o elogio do fim das oito horas de sono, desse desperdício tão antigo que alguém colocou na biologia do Homo sapiens.
A IA continua em grande. Duas notícias recentes, uma cómica e outra trágica, estão aqui para nos mostrar isso.
Gostaria de desenvolver a ideia de que a vida poderia ser prolongada pelo pensamento. Isto é: quem pensasse bem, e muito, prolongaria a sua permanência neste belo solo povoado de tontos e tontices. Seria justo.
Quando a par do bombardeamento de notícias sobre a tecnologia, escutamos a notícia de alguém que salva duas crianças, percebemos que o centro de gravidade dos dias continua onde sempre esteve. O que é incrível no século XXI, o que é que continua a ser incrível? Isto, sempre isto: a magnífica humanidade.
Um dia sem notícias seria realmente assustador. Seria, na verdade, um dia sem acontecimentos; seria, de alguma maneira, o dia a seguir ao apocalipse.
A Meta decidiu cortar 10% do pessoal. Para quê? Para investir em IA: 135 mil milhões de dólares só este ano. E o reforço em IA provocará novas razias no pessoal administrativo, nos quadros intermédios, em tudo o que vive de rotinas.
José Luís Tinoco nasceu em Leiria, em 27 de dezembro de 1932, o pai era reitor do liceu, diretor do Círculo de Cultura Musical e do Museu da Cidade; a mãe, Maria Carlota Tinoco, pianista, pedagoga, concertista.
O futuro da raça humana pode bem passar pela expansão espacial. Quem sabe? Precisamente: ninguém. E esse é o ponto. A história da ciência é uma busca sem fim definido, sem solução final clara, aberta a múltiplos desfechos.
Sobre o "Burnout emocional dos datings digitais". Pede boleia amorosa e intelectual o tonto polegar oponível do humanito do medieval século XXI.
José é de Évora e aprendeu a esquiar no YouTube. Vanina e Emeric nasceram em França, são irmãos e o pai deles é instrutor de esqui. Vão participar na edição de 2026, que começa dia 6 em Itália.
O escritor espanhol não gosta de assinar os seus livros e revela como esta trilogia, a meias com o paleontólogo Juan Luis Arsuaga, lhe mudou a alimentação
A competição infinita, centrada no humano “o mais” – o mais rápido, o mais alto, o mais não sei quê –, alojou-se, no centro do capitalismo, na figura do “humano mais rico do mundo”. Este passou a ser o grande concurso anual
A fadiga não é um sintoma que possa ser desprezado, nem é para aguentar - tem de procurar a causa. É possível recuperar a energia sem grandes mudanças. Como? Desligar as notificações do telemóvel, evitar o açúcar (vai sentir-se ainda pior), arranjar um propósito de vida ou até andar descalço na natureza.
No meio do imundo mundo onde estamos cada vez mais — certos dias, só com a cabeça de fora, a tentar respirar — há, por vezes, notícias que remetem para um outro instinto humano qualquer, bem mais benigno. Como se o lobo mau, bípede e sapiens, quisesse, por momentos, mostrar que também pode ser lobo bom.