Papa pede regresso da "política analógica" junto do povo para travar populismos
Numa audiência no Vaticano com membros do Partido Popular Europeu.
Numa audiência no Vaticano com membros do Partido Popular Europeu.
“Aquele dia cravou na memória sons que não se ouviram. O silêncio dos cravos em vez das balas, o silêncio das lágrimas em vez dos gritos, o silêncio ensurdecedor de uma esperança proclamada”, referiu Hugo Soares, deputado do PSD, recordando que Abril "não é dos cravos vermelhos nem verdes", numa alusão à cor das flores trazidas pelo Chega para a cerimónia na AR.
Os húngaros voltaram a gritar "os russos fora!", mas desta vez Orbán estava do lado dos perdedores. Magyar pode ser uma grande incógnita, mas, pelo menos, apresenta-se como alguém que quer travar a influência do Kremlin e voltar a uma relação saudável entre Budapeste e Bruxelas. Da tensão inusitada entre Vaticano e Casa Branca, o Papa Leão XIV venceu pela sabedoria serena e não se priva de proclamar: "Não tenho medo da Administração Trump". A defesa do "outro" e o respeito pelos mais fracos serão sempre o lado bom da Força.
Líder do PS acusa o Governo de estar a "ceder aos temas" do Chega.
Trump nunca soube muito bem o que quer com a guerra ao Irão. Mas parece cada vez mais claro que tenta uma saída rápida que lhe permita decretar algum tipo de "vitória" (seja lá o que isso for). Netanyahu, com objetivos muito mais definidos, fará tudo para prolongar os EUA envolvidos na agressão. Pelo meio, Zelensky, percebendo os riscos das vantagens para a Rússia do aumento do preço dos combustíveis fósseis, fez jogada diplomática de mestre na Arábia Saudita.
Sete eleitos nas autárquicas de 2025 desfiliaram-se do Chega ou pediram a demissão. A tendência é que a debandada de quadros diminua.
Numa altura em que se avolumam evidências dos riscos que trazem os populismos de direita, dou por mim a constatar que se cumpre este ano o centenário do golpe de 28 de Maio de 1926, que viria a pôr fim à I República e a abrir caminho ao que seria o Estado Novo.
A ideia semi-conspirativa de que “isto aparece agora” porque há uma corrida eleitoral é uma ironia auto-infligida.
António José Seguro afirmou que "a democracia vive da participação, e a participação exige confiança, e essa confiança constrói-se todos os dias".
O candidato apoiado por PSD e CDS-PP disse querer ajudar para que "a saúde funcione melhor, as listas de espera possam diminuir".
O primeiro-ministro antecipou também que "daqui a um ano" as suas palavras "vão fazer ainda mais sentido", tal como daqui a quatro anos, no final da legislatura e dos mandatos autárquicos, que terminam ambos em setembro de 2029.
Aos 38 anos, consolida a posição como favorito à chefia do Governo neerlandês, prometendo estabilidade política e reforço do papel europeu dos Países Baixos. A acontecer, pode ser o mais novo a ocupar o cargo desde a Segunda Guerra Mundial.
Não há comunicação entre a cúpula do partido e a campanha de Seguro, que carrega na narrativa apartidária. Alegado pacto de Carneiro com Santos Silva pode explicar resistência.
A última condenação do ex-Presidente francês recorda-nos como nasceu a crise da democracia.
O discurso de Donald Trump na AG da ONU foi um insulto às Nações Unidas, uma humilhação para Guterres, uma carta aberta a determinar a derrotada da Ordem Internacional Liberal, baseada no sistema onusiano. Demasiado mau para passar em claro, demasiado óbvio para fingirmos que não vimos.
Estou farto que passem por patriotas aqueles que desfazem e desprezam tudo o que fizemos, tudo o que alcançámos e, sobretudo, tudo o que de nos livrámos – a miséria, a ignorância, o colonialismo.