O inspetor da PIDE que interrogou Sophia de Mello Breyner acabou interrogado por Miguel Sousa Tavares
"Ela foi interrogada, a certa altura pelo inspetor Sacchetti, que depois interroguei na Comissão de Extinção da PIDE", conta o jornalista.
"Ela foi interrogada, a certa altura pelo inspetor Sacchetti, que depois interroguei na Comissão de Extinção da PIDE", conta o jornalista.
Aquilo que era impensável no Estado Novo tornou-se possível depois da revolução. Doze personalidades contam à SÁBADO aquilo que puderam fazer depois de derrubada a ditadura. Usar minissaias, ver a família, apoiar os presos políticos ou simplesmente regressar a Portugal.
Dito tudo isto, há uma conclusão a tirar: a melhor maneira de dizer aos chamados “jovens” o que aconteceu, é falar do 24 de Abril e não do 25. E, num certo sentido, isso explica tudo o que aconteceu. Resulta.
O fim da guerra, a liberdade, a igualdade entre portugueses, perante a lei e o Estado, a igualdade de oportunidades, são as causas maiores do 25 de Abril de 1974, mas sobretudo da vida em si própria.
Confundir um voto no Chega com um voto de protesto (como foi, por exemplo, o daqueles que no Brasil votaram em Tiririca) é mais do que insensato - é verdadeiramente suicidário.
Prestes a fazer 70 anos e com 50 de carreira, o ator volta às origens: começou pelo teatro de revista e, agora, está a fazer uma personagem cómica numa novela. Mas onde se sente mais feliz não é a representar – é a escrever poemas.
Uma aristocrata que faz poesia casa-se com um advogado antifascista. Têm cinco filhos que herdam os seus talentos. Na terceira geração, há dois netos que escrevem como os avós, e outro que dirige uma orquestra. Os Sousa Tavares nunca foram convencionais e tornaram-se numa das famílias mais mediáticas do País.
Foi preso três vezes pela PIDE, espancado e sujeito à tortura do sono. Aos 77 anos está afastado do partido, mas ainda se considera comunista.
Em 1974, após quatro décadas de silêncio, o guia voltou a Portugal. O que aconteceu ao Pipas (Cascais), ao Portucale (Porto), ao Aviz (Lisboa) e ao Michel (Lisboa)?
Um agente da PIDE partiu-lhe a cabeça, mas não perdeu o ânimo nas três semanas em que esteve em Caxias. Durante o confinamento, aprendeu a usar esfregona e lixívia e não quer parar de trabalhar, a reforma aterroriza-o. Aos 72 anos, Jorge Silva Melo continuava a acordar às 4h da manhã. Morreu esta segunda-feira, aos 73 anos.
Defendeu presos políticos como o comunista Domingos Abrantes. Spínola considerou-o um perigoso esquerdista e o embaixador dos EUA Carlucci descreveu-o como “fala-barato”. Enfureceu várias vezes Soares e avançou para a câmara de Lisboa quando ninguém no PS queria.
O historiador britânico Duncan Simpson considera que em Portugal falta um estudo aprofundado sobre como os "portugueses comuns" se relacionavam com a PIDE. E assegura que havia quem não soubesse da existência da polícia política.
Agora sabemos que há, pelo menos, dois Megas: o propagandista do Estado Novo e o marxista-leninista do PREC; o negacionista de Wiriamu e o gestor cultural que navega nas turvadas águas do PS. A sua produção discursiva, antes e depois do 25 de Abril, demonstra de que lado sempre quis estar: do lado de quem tem o poder. No fim de contas, Mega limitou-se a mudar para que Mega pudesse ficar na mesma.
A 16 de Dezembro de 1972, quatro caças-bombardeiros largaram várias bombas nas povoações de Wiriamu, Juwau e Chawola. Enquanto isso, cinco helicópteros desembarcavam quatro grupos da 6ª Companhia de Comandos, Grupos Especiais de Pára-quedistas, mercenários e agentes da PIDE/DGS, os quais cercaram as aldeias e desataram a metralhar os aldeões, incluindo mulheres e crianças.
Natália de Sousa teve presença regular na televisão, nas décadas de 1970 a 1990, em particular nos programas de Herman José, como "O Tal Canal" e "Hermanias", e noutras produções de comédia como "Lá em Casa Tudo Bem", "As Aventuras do Camilo" e "Milionários à Força".