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Duncan Simpson: "A PIDE oferecia uma via profissional a pessoas sem educação"

Diogo Barreto
Diogo Barreto 16 de maio de 2021 às 10:00

O historiador britânico Duncan Simpson considera que em Portugal falta um estudo aprofundado sobre como os "portugueses comuns" se relacionavam com a PIDE. E assegura que havia quem não soubesse da existência da polícia política.

Duncan Simpson é um historiador inglês radicado em Portugal e especializado no Estado Novo. Em dezembro do ano passado publicou um ensaio intituladoApproaching the PIDE ‘From Below’: Petitions, Spontaneous Applications and Denunciation Letters to Salazar's Secret Police in 1964, que se baseava nas centenas de cartas e "candidaturas espontâneas" enviadas para conseguir trabalhar na polícia secreta do Estado Novo. Meses mais tarde, em fevereiro, escreveu um artigo no jornalPúblico intituladoOs portugueses foram vítimas ou cúmplices da PIDE?que esteve na base duma troca de artigos em tom de discórdia entre o investigador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e historiadores nacionais comoIrene Flunser Pimentel ou Luís Reis Torgal sobre a forma como se abordou a história da PIDE no País até agora.

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