Montenegro diz que Governo não abandona convicções sobre pacote laboral
Luís Montenegro disse que, sem entendimento na concertação social, a última palavra sobre o pacote laboral cabe à Assembleia da República.
Luís Montenegro disse que, sem entendimento na concertação social, a última palavra sobre o pacote laboral cabe à Assembleia da República.
Montenegro defendeu a necessidade de aumentar a produtividade do país e argumentou que esse crescimento será um dos resultados do conjunto de alterações à lei laboral proposto pelo Governo.
Quer durante o período de campanha eleitoral, quer já como Presidente da República, António José Seguro tem feito apelos para haver diálogo entre parceiros sociais e Governo no processo de revisão da legislação do trabalho.
Tiago Oliveira lembrou que "a maioria dos trabalhadores se pronunciaram no sentido de rejeitar" a proposta de alterações do executivo.
Primeiro-ministro afirmou que "a esperança é a última a morrer".
Rosário Palma Ramalho considerou que o processo negocial "durou o tempo que tinha que durar".
Alguns viajaram das Caldas da Rainha, onde o Presidente da República reside.
A intersindical assegurou que nenhum processo é válido sem o seu acordo.
Sob o mote "Abaixo o Pacote Laboral! Aumentar salários, garantir direitos, é possível uma vida melhor", a manifestação terá início pelas 14h30 no Saldanha e termina na Assembleia da República.
A primeira intervenção do debate quinzenal caberá à Iniciativa Liberal, partido que tem pressionado Luís Montenegro para levar já ao parlamento a reforma da legislação laboral.
Palma Ramalho referiu que esta ainda só é "a solução A do Governo", sobre a qual estão "absolutamente empenhados". "A solução B é levar o anteprojeto para o parlamento."
Apesar do 'chumbo', o órgão executivo máximo da UGT a ministra do Trabalho apelou à continuação do processo negocial em sede de Concertação Social.
Esta reunião acontece depois de o secretariado nacional da UGT ter votado contra a proposta de revisão da legislação laboral apresentada pelo Governo.
O primeiro-ministro adiantou ainda que terá em consideração as posições do Presidente da República sobre o assunto.
Leitão Amaro esclareceu que esta porta aberta se refere ainda à fase de negociação na concertação social, dizendo ter ouvido notícias dos vários parceiros sociais de que há vontade de continuar a negociar.
Nos últimos meses, o Governo tem optado por reunir-se com a UGT e com as quatro confederações empresariais, deixando a CGTP de fora dos encontros.