Assim não pode ser
Por muito que se vitimize, o Chega não é o mártir da liberdade de expressão. É o seu carrasco.
Por muito que se vitimize, o Chega não é o mártir da liberdade de expressão. É o seu carrasco.
Para variar convido-vos esta semana para uma viagem esperançosa pelo ano que poderíamos ter tido.
O ano que termina visto pelo cartoonista Vasco Gargalo.
O partido apresentou no parlamento uma proposta anti-okupas e chamou para audição os antigos patrões de André Ventura numa consultora.
O Presidente "da rua" deixa um cenário político oposto ao que encontrou em Belém em 2016. A ideia de que foi muito interventivo - sobretudo por causa das suas três dissoluções da Assembleia da República - pode ser mais mito do que realidade.
Quando João Cotrim de Figueiredo o apertou num debate, Ventura respondeu com a confiança de quem conta com a memória curta do eleitorado e trata todos os eleitores por estúpidos.
O primeiro-ministro defendeu que Portugal vive um momento de viragem em que tem de trocar a "mentalidade do deixa andar" pela da superação.
O presidente do Chega diz que "está em causa a liberdade de expressão e de ação política".
O partido foi condenado por tribunal a retirar os cartazes, mas Ventura informou que só vai tomar uma decisão depois de reunir com conselheiros.
Tribunal ordenou que o Chega retire os cartazes alusivos à comunidade cigana. Decisão não agradou André Ventura,
O voto socialista de Ventura, a idade de Cotrim Figueiredo, a pedofilia no Chega, o elitismo da IL. O debate entre os candidatos apoiados pelo Chega e IL foi sujo, confrontacional, informal e pessoal. No fim, ganhou o liberal (porque bateu mais).
Áudio de entrevista para o livro "Dias de Raiva" prova como o líder do Chega afirma ter-se sentido enganado pelo líder socialista enquanto eleitor. "De facto, via-o com firmeza, coragem. Gostava da forma de ele se exprimir e tudo. Enganou-me uma vez, mas não me enganou mais."
A mudança do Chega sobre a reforma laboral, a reboque do impacto da greve, ilustra como a direita radical compete com as esquerdas pelo vasto eleitorado iliberal na economia.
Após a notícia da SÁBADO, O conselho diretivo da Ordem dos Médicos Veterinários (OMV), liderado pelo bastonário Pedro Fabrica, apresentou uma participação contra o deputado Pedro Frazão ao Conselho Deontológico.
Eleições presidenciais estão marcadas para 18 de janeiro. Ventura disse esperar o voto de António Filipe na segunda volta.