O homem que gostava de governar sem crise
Caso queira voltar ao poder, o caminho para Passos Coelho é mais estreito, e gera mais perguntas, do que o novo fervor mediático à sua volta sugere.
Caso queira voltar ao poder, o caminho para Passos Coelho é mais estreito, e gera mais perguntas, do que o novo fervor mediático à sua volta sugere.
O Presidente "da rua" deixa um cenário político oposto ao que encontrou em Belém em 2016. A ideia de que foi muito interventivo - sobretudo por causa das suas três dissoluções da Assembleia da República - pode ser mais mito do que realidade.
Cada vez mais famosas assumem os tratamentos – com preços que atingem €7 mil – nas redes sociais, através de parcerias com clínicas. Os jovens começam a entrar nesta maratona de fundo, que nem sempre tem bons resultados. Cirurgiões alertam para os exageros e psicólogos para problemas de autoestima, agravados pelo espelho virtual.
Sobre o facto de Suzana Garcia, cuja candidatura Passos Coelho tinha apoiado, não ter conseguido ser eleita presidente da Câmara da Amadora, o ex-primeiro-ministro disse que "foi por uma unha negra".
Há muito protesto mas pouco combate, duro, consistente, sem transigências. Denunciando as mentiras sempre, fazendo até um jornal das mentiras.
Autores internacionais e nacionais - como Ricardo Araújo Pereira, Pedro Mexia, Dulce Maria Cardoso, Lídia Jorge, Samuel Úria e Capicua - vão estar no festival lisboeta em maio.
Uma questão pessoal fez cair o Executivo e o PSD ficou em silêncio. Não, o partido não pensa em uníssono, mas está incapaz de gerar uma alternativa. Há cargos públicos para proteger e Montenegro tem os sociais-democratas no bolso. Vive-se um clima de paz podre, mas muitos criticam-no em voz baixa: “Às tantas estamos todos a defender o indefensável".
Oferece-se para visitas pelo País e para entrevistas, chegou a ter uma biografia na calha e criou conferências de imprensa e espaços de opinião próprios no BdP: o governador e pré-candidato tem Belém em vista (se o PS o quiser).
Líder do PSD tem a “expetativa” de ser indigitado e espera que o PS e Chega "assumam as suas responsabilidades". A noite foi morna e quase deserta de notáveis na sede de campanha.
Investem 4 a 6 mil euros numa operação que lhes aumenta o volume e a extensão do membro, com gordura do próprio corpo. Garantem que não dói e que o importante é sentirem-se mais confiantes.
Os ministros são sempre precários e cabe ao primeiro-ministro deixar isso bem claro, defende o ex-primeiro-ministro e ex-presidente da República Cavaco Silva, num capítulo do seu novo livro.
Eles casam-se de fato de treino, elas de calças. Substituem as alianças por tatuagens e para evitar o desperdício usam a roupa da festa mais vezes. A tendência dos casamentos de 2023 são as anti-bride, cada vez mais irreverentes e famosas nas redes sociais.
"Espero que o Ministério Público leia", diz Marques Mendes sobre o livro de Luís Rosa, "O Governador", lançando a dúvida sobre a venda do Banif.
Rio ganhou, mas ainda terá de conquistar os órgãos do partido no Congresso. Sem a maioria dos delegados, a tarefa não será fácil. Pelo meio, ainda tem de fazer listas de deputados e isso deixa o PSD nervoso. Haverá purgas ou união?
Quem sufocou Fernando Medina no Tejo não foi Carlos Moedas, foi a húbris. A húbris da boquinha sobranceira de Medina, do urbanismo predatório oposto aos ideais que diz adoçarem-lhe os lábios, da “mobilidade alternativa” para inglês ver, da habitação jovem por entregar.
Ensaiou discurso para este cenário? “Acha?”, ri-se. No fim de uma noite de nervos, Rui Rio ligou, Marcelo Rebelo de Sousa ligou, Medina ligou, outros autarcas ligaram, alguns velhos amigos e até alguns novos ligaram, e umas centenas ficaram sem resposta. Garante que a mulher lhe vai manter os pés assentes na terra.