Manuel Alegre aos 90 anos: a vida intensa do político, poeta e caçador
O histórico socialista continua a publicar e a participar na vida política e cívica.
O histórico socialista continua a publicar e a participar na vida política e cívica.
A próxima biografia da SÁBADO sai a 22 de abril e conta a vida da poeta, editora, política e empresária. Foi livre como poucas mulheres do seu tempo, sedutora e desafiadora da sociedade que a tentava reduzir.
E assim chegamos ao fatídico dia: 28 de julho de 1995. Depois da tragédia, D. Alice percebeu que, na véspera, o patrão estivera a escrever um conjunto de cartas, uma das quais destinada a ela própria. Outras, a vários poetas. Pedia desculpa pelo transtorno. O sangue das vítima sujara toda a casa. Os filhos ingleses só souberam anos depois e ainda procuram respostas.
A vida de Ricarte-Dácio de Sousa entre a elite cultural lisboeta, nos anos antes do crime sangrento em que matou a mulher, o filho e a gata.
Há 30 anos, matou a mulher e o filho e suicidou-se, em Lisboa. Traçamos aqui a história do antigo alfarrabista, amigo de figuras como Mário Cesariny ou Luiz Pacheco, e que teve uma segunda família em Londres.
Como tantos outros, Herberto fez coisas do piorio, viveu entre uma fauna picaresca, onde não raro se fazia obra de vulto, mas o que mais lhe importava, senão mesmo a única coisa que contava para si, era a ambição infinita.
Entre as ideias que lhe deixamos, está um festival de música, um evento de vinhos em Évora, petiscos no Porto e um espetáculo infantil em Lisboa.
Pacheco (1925-2008), uma "figura capital da literatura portuguesa do século XX", tem ainda inéditos por publicar, documentos preservados pela família do autor.
Exposições, conversas e leituras de textos do escritor são algumas das iniciativas do programa de celebrações, em Setúbal.
Exemplo maior da narrativa autobiográfica, Annie Ernaux disseca uma relação de dor e obsessão em Perder-se, a mais recente edição em português da Nobel de Literatura de 2022.
Palavras consideradas ofensivas surgem nas maiores obras literárias portuguesas. Deviam ser alteradas, a bem do politicamente correto? A SÁBADO falou com professores universitários, críticos literários e escritores.
Os destinos sanguinolentos de um coronel da Força Aérea russa, e do burocrata cinzento de um grande romance queirosiano, possuem enormes semelhanças. Mas Teodoro arrependeu-se.
O calão é uma linguagem concebida para agredir e insultar ou apupar – em incidentes de rua, nos sarilhos do trânsito, em ajuntamentos populares, nas pugnas de clãs políticos rivais, nos ambientes broncos e alarves, em conversas narcisistas, quando os homens gabam o tamanho e o vigor do seu pénis.
A relação do editor com os livros é algo da mesma ordem da relação do psicanalista com o inconsciente: ambos são como crianças que abrem os brinquedos para ver como é que funcionam por dentro.
O facto de os textos de Manguel publicados no jornal mais vendido em Portugal serem mercadoria antiga, prosa que o tangoso argentino publica e republica, vende e revende, porque este é o seu modo de ganhar a vida, não é particularmente significativo, nem esse é o escopo desta história mil vezes contada. Um ensaio de João Pedro George
Por causa da espantosa acumulação de papelada impressa, fiquei a dever dinheiro, menti à família, à namorada, aos amigos. Perdi trabalhos, a amada deixou-me, incapaz de lidar com a desordem e a desarrumação da livralhada