Sábado – Pense por si

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A entrega da primeira versão da Declaração de Independência ao Congresso, em 1776, retratada na pintura de John Trumbull
António Araújo

Por dentro do poder, um ensaio de António Araújo

Da Constituição mais antiga do mundo aos impasses atuais, dos históricos impeachments presidenciais à separações de poderes, uma leitura guiada pelas engrenagens institucionais que moldam o sistema político da maior potência global.

As eleições são um momento de clarificação. Que os herdeiros de 1776 não se deixem vencer pelo esquecimento, sob pena de o oceano que nos une voltar a ser fronteira

A América refém do seu próprio legado

A nova edição do concurso anual da FLAD convidou jovens entre os 18 e os 23 anos a apresentarem um artigo original que explore um tema da política dos EUA, relacionando-o com o ciclo eleitoral de 2026. Eis o vencedor.

Trump preso ao regime iraniano

Teerão é um vencedor parcial. Consegue amarrar um suposto sucesso de Trump à sobrevivência do regime criminoso iraniano (oh, suprema ironia) e passou a saber que tem um instrumento de negociação e eventual coação muito mais efetivo do que o longínquo e custoso objetivo de chegar às armas nucleares ou comprá-las: o controlo de Ormuz, claro.

Erros crassos de homens "fortes"

Trump e Putin projetam-se como "homens fortes", mas cometeram dois erros crassos: acreditaram que poderiam tomar Kiev e Teerão (de formas diferentes), confiando em excesso na eficácia dos respetivos poderes militares. Ignoraram conselhos e planos, não quiseram saber da História e estão agora metidos num enorme sarilho: Vladimir atascado no atoleiro ucraniano, Donald encravado em Ormuz.

Keir Starmer, primeiro-ministro do Reino Unido desde 2024
Francisco Máximo Gaié

Quem quer liderar o Reino Unido?

Há três candidatos ao lugar de Starmer, se este não resistir: Angela Rayner e Wes Streeting, que integraram o Governo do primeiro-ministro, e Andy Burnham, o mayor da Grande Manchester

Trump já perdeu mas não sabe como disfarçar

Trump não sabe como sair da encruzilhada iraniana e anda a tentar disfarçar. Fala do tempo em que os EUA estiveram metidos no Vietname, no Iraque, no Afeganistão. Avisa que "ainda vai demorar algum tempo" até os preços dos combustíveis baixarem. Projeta uma ilusão de controlo quando, na verdade, está a perder em toda a linha: internamente, a sua aprovação está em queda e a inflação sobe; externamente, a perda de prestígio e de confiança nos EUA é muito evidente. Mesmo que continue a haver quem veja "plano" e "racionalidade" onde, manifestamente, não há.

Numa vigília pela paz, criticou o “delírio da omnipotência” e a apropriação do nome de Deus para fazer a guerra
Luís Francisco

Trump meteu-se com quem não devia?

O Presidente norte-americano atacou o Papa Leão XIV por não apoiar guerras no Irão e no Lí bano - e causou risco eleitoral por descontentamento entre católicos.

Reputação, ou votar com os pés

A reputação não se decreta. Não se impõe com tarifas, nem se conquista com slogans. Constrói-se com previsibilidade, respeito e coerência. E quando se perde, o mundo responde com menos viagens, menos confiança, menos proximidade.

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