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Montenegro diz que vai manter "não é não" ao Chega mas também ao "bloco central com PS"

O primeiro-ministro adverte, contudo, que "não estabelecer um acordo de governação não pode nem deve significar rejeição de diálogo e negociação política".

O presidente do PSD e recandidato afirmou hoje que manterá o compromisso de "não ter uma solução de governo nem com o Chega nem com o PS", mas considera ser absurdo falar de "cercas sanitárias" no Parlamento.

Montenegro
Montenegro José Sena Goulão/Lusa

"O sentido do 'não é não' com o Chega é o mesmo do 'não ao bloco central' com o PS", refere Luís Montenegro na moção de estratégia global "Trabalhar - Fazer Portugal Maior", que entregou hoje na sede nacional do PSD.

A moção foi entregue juntamente com mais de 3.000 assinaturas, o dobro do necessário para subscrever a candidatura às diretas de 30 de maio.

O presidente do PSD adverte, contudo, que "não estabelecer um acordo de governação não pode nem deve significar rejeição de diálogo e negociação política", deixando críticas quer ao Chega quer aos socialistas.

"E o PSD, líder da AD, sendo a referência da moderação política e sendo a referência do reformismo político, governa sem deixar o país cair nem na irresponsabilidade do populismo e da imaturidade 'chegana', nem na estagnação do imobilismo e da estatização socialista", escreve, considerando que o mandato dado pelos portugueses é o de governar sem maioria absoluta.

Em especial, no parlamento, o recandidato à liderança do PSD propõe-se "continuar o diálogo político com as oposições e de forma particular com os dois partidos que na oposição têm representação suficiente para viabilizar iniciativas", ou seja Chega e PS.

"Nenhum dos dois está excluído desse diálogo, até porque os mesmos dois maiores partidos da oposição também não têm excluído dialogar entre si e coligarem-se pontualmente contra os partidos que suportam o Governo", recorda o líder do PSD.

Para Montenegro, está é "a mais óbvia demonstração do absurdo que se reveste falar de 'cercas sanitária' no parlamento português".

"Numa democracia madura, todos devem respeitar a pronúncia do povo soberano. Os portugueses estão manifestamente cansados de eleições intercalares e querem que todos mostrem o que valem. Governo e oposições devem cumprir as suas missões e no fim da legislatura, todos serão julgados pelo seu desempenho", apela.

Segundo o também primeiro-ministro, "foi também esse o entendimento transmitido ao país pelo senhor Presidente da República, interpretando a mesma vontade popular".

"O PSD cumprirá a sua missão guiado pela salvaguarda do interesse nacional e pela proteção dos direitos e liberdades dos cidadãos. Vamos trabalhar para fazer Portugal maior", afirma Montenegro, recuperando um slogan eleitoral de Cavaco Silva na sua campanha presidencial.